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909 Palavras
Collin Desde o acidente que vitimou os meus pais, Marlon Hill se incumbiu de cuidar da minha vida amorosa e nesses últimos dias ele insiste que o herdeiro deve estar a caminho. É claro que estou relutante. Antes eu preciso desvendar os segredos da minha linda esposa. Descobrir quem ela é de fato e o que aquele rostinho lindo e sedutor tem para me oferecer. Eu sei que não estava errado em pesquisar a sua vida, mas daí encontrar uma feiticeira na minha cama e ainda me deixar confuso é simplesmente inaceitável. — Collin, já tem um ano que vocês se casaram e ainda não temos um herdeiro. — Muito cedo, meu avô! — retruco determinado. — Cedo para quem? Eu estou velho e cansado, e quero ter o prazer de segurar o meu neto nos meus braços antes de morrer. — O Senhor não vai morrer, Senhor Marlon Hill. É praticamente uma máquina. — Não pense que porque carrega o título de Hill de Luxemburgo que poderá tomar liberdades com esse velho, rapaz! A porta do meu escritório se abre e Eduardo Laurence passa por ela, me dando a chance de me livrar dessa conversa. — Me desculpe, meu avô, mas o meu socio acabou de entrar… — Não ouse desligar esse telefone, Collin! — Tenha um bom dia, meu avô! — Collin Hill… — Encerro a ligação antes que ele resmungue no meu ouvido e encaro o sorriso do meu grande amigo. — O que ele queria dessa vez? — Um bisneto, veja se pode — ralho com indignação. — E por que não? Vocês já estão casados… — Você também não, Eduardo! — O corto imediatamente. — Já basta a cobrança do meu avô. — Ele ri. — O que tem para mim? — Um exemplar escondido em antigas gavetas. — Lanço lhe um olhar curioso. — Imagine que um amigo está namorando uma garota que escreve lindos romances, mas que os guarda em gavetas. — E? — Ele me trouxe esse original. Eu li e simplesmente me encantei. — Arqueio as sobrancelhas. — Collin, é um típico bestseller que irá explodir no mercado editorial. — Entendi. A caso algum editor já o pegou. — Ainda não, porque eu quis verificar pessoalmente. — Mas você sabe que precisamos da autorização do proprietário dos direitos autorais, não é? — Acredito que essa será a parte mais fácil. — Ah, você acredita! — Ele meneia a cabeça, lançando-me um olhar presunçoso. — Nesse caso, você tem o meu alvará. — Eu sabia! — Eduardo segura o exemplar em uma das mãos. — Vou entrar em conato com ele agora. — Isso e marque uma reunião com a autora do tal bestseller. — Pode deixar, amigão! — Ele resmunga, fechando a porta assim que passa por ela. Sorrio. Como o Hill de Luxemburgo e único herdeiro da família Hill mantenho vários negócios lucrativos ativos. Isso inclui indústrias, comércios e agências, mas a minha maior paixão é o mundo literário. Portanto, administro uma das maiores editoras de Londres, a Reading Books Hill S/A. Essa é uma parte da minha vida que eu amo de paixão e que não abro mão por nada nessa vida. — Bom dia, Senhor Hill! — Uma voz feminina me faz tirar os meus olhos de cima dos papéis e em seguida ela adentra a minha sala, caminhando na minha direção sobre os seus saltos extremamente altos, enquanto o seu quadril largo se balança de um lado para o outro, trazendo sensualidade aos seus movimentos. Em seguida, ela puxa uma cadeira e se senta mesmo sem ser convidada. Intrigado com a figura loira e sexy, encosto-me em minha cadeira executiva para fita. Contudo, o detalhe da sua coxa exposta por causa de uma f***a lateral não passa despercebido aos meus olhos. — Quem é você? — Um tom seco e rude passa pela minha boca, porém, recebo um sorriso largo de dentes bem alinhados, adornado por lábios grossos pintados de vermelho púrpura. — Me chamo Magnólia Smith. — Eu me apresentaria, mas você já sabe o meu nome — ralho, ignorando a sua mão estendida. — O que você quer de mim, Senhorita Smith? — Me chame apenas de magnólia. Chego a rolar os olhos internamente. Contudo, demostro a minha impaciência apenas com o olhar. — Ah, eu… gostaria que avaliar a minha obra pessoalmente. Eu sei que você… — Vamos esclarecer algumas coisas por aqui, Senhorita Smith — retruco rigidamente, fazendo-a engolir o seu sorriso sexy. — Primeiro não entre na minha sala sem ser anunciada. Segundo eu não faço análises, tenho uma equipe preparada para isso… — Mas… — Ergo um dedo em riste fazendo-a se calar. — Terceiro nunca me interrompa, eu odeio ser interrompido! — E quarto, porém, não menos importante não me trate como se eu fosse um i****a porque eu não sou. Olhares, sorrisos e um corpo esbelto não me fizeram me fizeram chegar ao topo. Agora queira se retirar! A mulher fecha a cara e se levanta, saindo da minha sala pisando duro. Era só o que me faltava! Um sinal de mensagem me faz olhar para a tela do meu celular. … Não chegue muito tarde, querido, estou ansiosa para jantar com você e quem sabe fazer algumas safadezas naquela enorme mesa? Não é difícil comparar essa mensagem com a garota tímida que tem ocupado a minha cama nessas últimas noite. Quem é você de verdade, Ruby Hill?
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