O fim de tarde caía devagar, tingindo o quintal com tons alaranjados, quando Imperador parou à beira da piscina e cruzou os braços, observando Sofia ainda dentro d’água. O sorriso dela era leve, raro, quase tímido — desses que não pedem licença para existir. Aquilo mexia com ele de um jeito que não fazia sentido, e Imperador odiava coisas que não entendia. — Já chega — disse, a voz firme, mas sem a aspereza de sempre. — Sai da água. Vou pedir pizza pra janta. Sofia riu, jogando um pouco de água para o lado enquanto apoiava as mãos na borda. — Pizza? — provocou. — Você sabe agradar uma grávida… mas explica uma coisa: como você acha que eu vou sair daqui sem rolar igual uma melancia? Imperador soltou um meio sorriso, rápido, quase imperceptível. — Para de besteira. Vem. Ele se apro

