A manhã ainda nem tinha esquentado direito quando eu subi na moto pra fazer umas voltas pelo morro. O Imperador tinha ficado na laje, resolvendo umas paradas com os moleques, e eu desci pra conferir umas bocas pequenas, falar com o povo, ver se tudo tava no eixo. Vida de sub é isso: aparece em todo canto, mas nunca relaxa. Foi quando eu vi ela. Renata. Descendo a viela principal com a mochila nas costas, o cabelo preso num r**o de cavalo simples, a roupa baratinha, mas ajeitada. Ela sempre parecia… limpa. É essa a palavra. Limpa. Leve. Como se o morro não tivesse grudado nela que nem graxa. Eu já tinha reparado mil vezes. Mas nunca encostei. Porque eu sei o tipo de vida que eu levo. Eu sei o nome que pesa nas minhas costas. E Renata? Era o tipo de mulher que merece sossego. Que merec

