SOFIA - PAZ

781 Palavras

Renata e Caíque saíram do quarto em silêncio, fechando a porta devagar para dar privacidade. Imperador permaneceu ali, imóvel por alguns segundos, observando a menina frágil na cama — tão pequena, tão abatida… e ainda assim viva. Ele puxou a cadeira e sentou ao lado dela. Sofia ajeitou-se devagar, com o olhar baixo, respirando fundo antes de começar. — No começo… — a voz dela saiu falha — …no começo o Otávio era bom. Atencioso, educado, carinhoso. Todo mundo dizia que eu tinha dado sorte. Imperador cruzou os braços, atento, mas o maxilar já estava travado. — E quando mudou? — perguntou, sério, mas firme. — Antes do casamento, teve algumas mudanças, mas eu achei que era normal, minha mãe dizia que era normal. — ela continuou, engolindo seco. — Na lua de mel… foi a primeira vez. Ele e

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR