CAIQUE - GUERRA

648 Palavras

Caíque foi para casa devagar naquela noite, as motos ronronando baixo pelo moto como se sentisse o peso do que vinha pela frente. Não era o cansaço do dia, nem o calor grudado na pele. Era a certeza de que a m***a tinha começado a feder de verdade. A casa estava silenciosa quando ele entrou. Jogou a chave sobre o balcão, largou a arma no lugar de sempre e passou a mão pelo rosto antes mesmo de sentar. O peito ainda estava apertado desde que saiu da casa do Imperador. As flores. Aquela p***a de buquê tinha sido mais perigosa do que tiro. Ele lembrava da cena com nitidez demais: Imperador andando de um lado pro outro, a arma na mão, os olhos escuros, a mandíbula travada. Não era ciúme comum, não era só raiva. Era instinto de guerra. Território violado. Aviso claro de que alguém do asfalt

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR