CAIQUE - PAGODE

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O pagode no bar do Zé já tinha tomado o morro inteiro quando eles chegaram. O som do tantã batia no peito, misturado com risada alta, copo batendo na mesa e o cheiro forte de cerveja quente. Era quarta-feira, noite quente, daquelas que parecem grudar na pele. Caíque encostou a moto devagar, ajudou Renata a descer e ficou alguns segundos parado, olhando em volta, como fazia sempre. Olho treinado. Nada passava batido. Renata ajeitou a roupa simples, respirou fundo e tentou se convencer de que aquilo era só uma noite normal. Logo atrás, o carro de Imperador apareceu. Ele desceu primeiro, abriu a porta para Sofia com cuidado excessivo, a mão firme na cintura dela, quase possessiva. Sofia sorriu pequeno, tentando mostrar tranquilidade, mas Imperador não desgrudava um segundo sequer. Eles ent

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