O corredor do postinho estava mais silencioso do que o normal naquele dia. Não havia a movimentação costumeira de curiosos, nem vozes altas atravessando as paredes finas. Era um silêncio imposto — e respeitado. Renata estava sentada numa das cadeiras de plástico, com as mãos entrelaçadas no colo. O pé balançava sem parar, denunciando a ansiedade que ela tentava esconder. Já fazia horas desde a última notícia mais direta, e mesmo sabendo que Sofia estava bem, o coração insistia em acelerar. Caíque surgiu no fim do corredor, andando com passos firmes, mas o rosto sério demais para quem tentava parecer tranquilo. Atrás dele vinha Marta, com a bolsa apertada contra o corpo e os olhos atentos a tudo ao redor. Renata levantou na hora. — E então? — perguntou, sem conseguir esperar. Caíque pa

