OTAVIO - CHEIRO DE FLORES

863 Palavras

Otávio estava em pé diante da janela do escritório, no décimo oitavo andar, observando a cidade lá embaixo como quem observa um tabuleiro. Carros pequenos demais, pessoas insignificantes demais. Tudo seguia seu curso normal — menos dentro dele. O uísque repousava intacto sobre a mesa. Não estava bebendo. Precisava da mente afiada. Desde que soubera que Sofia estava escondida em um morro, protegida por alguém poderoso, algo tinha mudado. Não era só raiva. Era a sensação incômoda de ter perdido o controle. E Otávio não lidava bem com isso. Ele apertou o maxilar. — Você acha mesmo que pode se esconder de mim? — murmurou, para o vidro. Pegou o celular e discou um número que já conhecia de cor. Não precisou esperar muito. — Otávio — atendeu Marcos Andrade, a voz sempre profissional, semp

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