O telefone de Caíque vibrou no bolso da bermuda quando ele ainda estava na sala da boca, cercado por rádios ligados, vozes sobrepostas e o barulho constante do morro acordado. Ele atendeu já com o pressentimento r**m martelando o peito. — Fala — disse curto. Do outro lado, a voz veio atropelada, tensa, quase sem fôlego. — Caíque… a neném sumiu do hospital. Por um segundo, o mundo pareceu parar. O barulho ao redor ficou distante, como se alguém tivesse mergulhado sua cabeça dentro d’água. — Como assim sumiu? — ele perguntou, já se levantando da cadeira. — Repete isso direito. — A enfermeira disse que a bebê não tava em exame nenhum A criança desapareceu. Caíque desligou sem responder. O rádio caiu da mesa quando ele virou de uma vez só. — Atenção geral! — gritou, pegando outro rádi

