Davina não deixaria o medo vencer de novo. Mesmo com as mãos tremendo ao amanhecer, ela se levantava. Vestia-se com elegância, maquiagem impecável, salto firme, como se nada estivesse acontecendo. Mas havia algo novo em sua rotina: vinte seguranças discretamente espalhados a cada passo que dava. Ela não dirigia mais, não por covardia, mas porque sabia que precisava estar alerta. Atenta. Focada. E era exatamente isso que fazia. Visitava as lojas da marca pessoalmente, conversava com os gerentes, verificava estoque, ouvia os clientes mais fiéis, cuidava da nova linha de crochê manual com atenção de artesã. Sentava na sala de reuniões com seu time de finanças e fazia questão de saber cada número dos lucros e das vendas. Era como se estivesse desafiando o mundo com a própria força. Mas por

