O galpão tinha cheiro de mofo e sangue antigo. As paredes pareciam suar memórias doentias. A Manuela estava presa a uma cadeira, os braços amarrados com cordas sujas, o rosto manchado de lágrimas e um pequeno corte sangrando acima da sobrancelha. Fábio caminhava em círculos, saboreando a dor como um predador saboreia o medo da presa. Seus olhos cravados na menina de quinze anos. O olhar dele era lascivo, insano. E cada passo dele era uma tortura para Davina. — “Não, não... você não vai encostar nela!” — gritou Davina, com a voz rouca e desesperada. Fábio sorriu torto, ignorando. — “Ela vai ser uma linda boneca... bem obediente se eu ensinar direito.” Ele se aproximou de Manuela, passou a mão suja pelos cabelos da menina. Ela gritou: — “MÃE! MAMÃE!” Davina sentiu o coração dilacerar.

