o início de algo novo

1255 Palavras
ha eu estou na minha melhor fase , quem nunca falou isso pra tapear o desejo de ter algum ou algo novo na vida né ... _Um belo dia, fui passear no shopping com Alice e, de repente, vi um homem que me olhava de um jeito tão doce e encantador que cheguei a ficar sem graça. Então ele se aproximou de mim e disse: — Oi! Eu sorri e respondi: — Olá. Mas sabe aquele amor à primeira vista, que dá vontade de abraçar, beijar? Eu só sei dizer que os olhos dele me diziam a mesma coisa. Fui andando, e ele voltou e disse: — Você me daria seu número? Podemos sair um dia desses? Quando ele falou isso, eu juro que dei um sorriso tão espontâneo que até me assustei. Eu não estava conseguindo assimilar que isso realmente estava acontecendo. Então, respondi: — Claro, anota aí! Enquanto ele anotava, Alice disse: — Mamãe, convida o moço agora, eu tô com fome. Fiquei boba. Jamais imaginava que uma criança de 5 anos falaria isso! Ele ficou todo sem graça e disse: — Será um prazer lanchar com essas duas princesas lindas. Alice sorriu e disse: — Vamos, mamãe, estou com fome! Eu, toda sem graça, disse: — Vamos? . A praça de alimentação estava lotada. Paramos numa loja que vendia tábua de carnes com fritas e porção de arroz. Fiz o pedido para três, paguei e sentamos. Então ele me olhou e disse: — Eu me chamo Robert. Sorri e respondi: — Eu sou a Davina. — Seu nome é bem diferente… Achei bonito. Eu sorri. Robert começou a puxar assunto com Alice: — E você, como se chama? — Eu sou a Alice. — Que nome lindo! — Minha mãe que escolheu. Sabe, é legal você estar lanchando com a gente. Minha mãe fica muito sozinha. Eu saio com meu pai e minha avó, minha mãe fica em casa. Às vezes, eu nem quero ir ver meu papai pra mamãe não ficar sozinha. Fiquei toda sem graça, não sabia onde enfiar a cara nem o que dizer. Já o Robert me olhava como se eu fosse uma miragem, e Alice continuava interrogando: — Senhor, você tem filhos? Ele sorriu e disse: — Não. Então, interrompi Alice antes que ela continuasse o interrogatório! O pedido ficou pronto e Robert se ofereceu para buscar. A comida estava uma delícia. Meu celular tocou, pedi licença e atendi: — Alô? — Davina? — Sim, é ela mesma! — Eu queria fechar 50 bolsas de praia. Qual é o tempo de entrega? — De uma semana a 15 dias. Mas, se já tivermos o seu modelo pronto, aí é mais rápido. — Eu já escolhi. Posso enviar as fotos para esse número mesmo? — Sim, pode. Amanhã eu vejo tudo e te respondo no primeiro horário! — Certo, obrigada pelo atendimento. Boa noite! Robert ficou me olhando. Eu disse: — Sou dona de uma empresa de artesanatos feitos à mão. — Nossa, que bacana! — Sim! Esse telefonema foi de um cliente que queria fechar uma encomenda de 50 bolsas praianas. Eu atendo em qualquer horário que eu esteja disponível, pois minha empresa é pequena. Como eu sempre falo: cada hora é dinheiro, e não posso dar mole. Ele sorriu e disse: — Verdade. Eu também tenho uma empresa. A minha é de sapatos masculinos e femininos, e mochilas. Já ouviu falar na jovk — Sim! Amo as sandálias de lá. Até usei uma recentemente na inauguração da nova coleção de bolsas da minha empresa. — Ah, então fico lisonjeado de saber que você é uma das nossas clientes. — Essa empresa é sua? — Sim. — Gente, que mundo pequeno! — e sorrimos. Então Alice disse: — Mamãe, quero brincar! Levamos ela para brincar na cama elástica que fica dentro do shopping. Enquanto ela brincava, eu e Robert nos sentamos em frente ao brinquedo, e eu disse: — Me desculpa pelas perguntas que a Alice te fez. Eu nunca pensei que ela fosse dizer essas coisas. Acho que ela está me achando muito solitária mesmo… — e sorri. Então ele disse: Ah, que isso, Davina. Ela é uma criança ótima. As crianças são assim mesmo, não liga para isso, não. Mas… eu gostei de você. Quero muito te conhecer melhor. Então eu sorrir. mas já estava ficando tarde e Alice estava com sono. Então eu disse: — Robert, eu adorei o passeio, mas preciso ir agora. Ele respondeu: — Eu te levo, ou você veio de carro? — Não, eu vim de Uber. Meu carro está na oficina. — Então vamos. Eu morava perto do shopping — em menos de 30 minutos já estávamos perto da minha casa. Enquanto ele falava, eu ainda tentava entender como a gente se conheceu tão rápido. Éramos tão parecidos... já até parecíamos um casal. — Entra na próxima rua. É aquele portão ali — apontei. Ele me ajudou a descer Alice do carro. Bati no portão e a Luiza, que me ajuda em casa, saiu. Pedi a ela para levar Alice direto para a cama. Ela entrou, e Robert ficou ali, parado, me olhando. — Eu adorei te conhecer, Davina. Sua filha é muito fofa. Sorrimos. Ele se aproximou, deu um beijo no meu rosto e disse: — Eu vou te ligar pra gente se ver de novo. — Então tá — respondi sorrindo — e entrei. O que foi isso? Um simples passeio com minha filha e... encontrei o príncipe dos meus sonhos? Coloquei Alice na cama e fui tomar banho. Dez minutos depois, peguei o celular: havia duas mensagens — uma do cliente das 50 bolsas, e a outra era dele. A mensagem dizia: "Cheguei agora em casa e a minha única reação foi sorrir. Amei te conhecer. Você é uma mulher linda e incrível. Quero muito te ver de novo pra gente se conhecer melhor. Boa noite." Eu não sabia se gritava ou se desmaiava. Fiquei paralisada, sorrindo pro nada. Alguns minutos depois, despertei do transe, fui até o espelho e falei: — E agora? Coloco só emojis de coração? Ou uma carinha feliz? Não, pera… se eu colocar isso, vou parecer muito dada. Ah, já sei! Peguei o celular e respondi: "Ah, eu também gostei muito de te conhecer e quero te ver de novo." Finalizei com um emoji de carinha sorrindo. Depois fui dormir. Na manhã seguinte, acordei cedo e fui verificar a encomenda das 50 bolsas. Eu já tinha 30 prontas, então faltavam apenas 20. Retornei o contato e disse: — Bom dia! Já temos 30 bolsas dessas prontas. Quais serão as outras 20? Ele respondeu: — Vou querer 10 de um modelo e 10 de outro. Enviou as fotos e fechamos a venda. Ele fez o pagamento e, quando vi o valor — R$ 4.000 —, fiquei muito feliz. Foi uma ótima venda. Alice acordou, brincamos juntas e depois arrumei ela para a escola. Comecei a fazer as bolsas e, antes, tirei uma foto e postei nas redes sociais com a legenda: "Vamos de confecção! Um bom dia a todos." Minutos depois, fui ver... Imagina quem respondeu? Ele, claro. Peguei o celular sorrindo. A mensagem dizia: "Um bom dia de trabalho pra você!" E ainda completou com um emoji. Ah, gente, sério... Eu não tenho estrutura pra esse homem! Esperei uns minutos e respondi: — Obrigada! Pra você também. E assim, seguimos mantendo uma rotina de conversas. Um mês se falando todos os dias pelo celular. Até que, finalmente, marcamos de sair...
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