Voltei para minha empresa depois de um mês de recuperação. Apesar do ferimento ter sido leve, a dor intensa que senti no barco me obrigou a desacelerar, cuidar de mim e adiar o tão aguardado desfile. Foi um tempo necessário — doloroso, mas essencial.
Quando finalmente retornei, o que encontrei me tirou o fôlego.
Os corredores estavam decorados com quadros enormes exibindo meus looks mais deslumbrantes dos desfiles internacionais. Cada vestido era uma obra de arte. Tecidos fluidos, cortes impecáveis, detalhes que pareciam sussurrar histórias. Eu passava por cada um deles com o coração acelerado, os olhos marejados, sentindo o carinho da minha equipe em cada aplauso, em cada sorriso.
Mas foi ao entrar no meu escritório que perdi totalmente o ar.
Na parede principal, havia um quadro ainda maior, imponente, com a imagem mais linda de todas. Eu, usando um vestido dourado com uma f***a profunda e brilho sutil, no momento exato em que virei na passarela de Paris. Uma imagem poderosa, envolvente, gloriosa.
Sorri encantada e disse, baixinho, com o coração disparado:
— Ah, ele é demais…
Foi então que senti aquele calor familiar. Mãos firmes envolveram minha cintura, e uma voz grave, que eu amava ouvir, sussurrou ao meu ouvido:
— E eu sou…
Me virei devagar e ali estava ele — Robert — com um buquê magnífico nas mãos e um sorriso apaixonado.
— Feliz dois meses de noivado, meu amor. Você é a mulher da minha vida.
Me beijou com ternura, e eu me derreti nos braços dele.
Mais tarde, ele me levou para um jantar romântico à beira-mar. Dançamos, brindamos, trocamos promessas e olhares que queimavam. E naquela noite, no quarto decorado com flores, balões em forma de coração e fotos nossas espalhadas pelas paredes, ele me fez esquecer o mundo. Cada toque dele era poesia. Ele me despiu com calma, me acariciou com desejo, e fez amor comigo como se nossos corpos conversassem em silêncio. Era amor, era prazer, era entrega.
Na manhã seguinte, chegou minha vez de surpreendê-lo.
Levei-o vendado até o local, com a ajuda dos seguranças. Quando tirei a venda, ele ficou imóvel, os olhos arregalados.
— É todinho nosso — sussurrei, sorrindo.
Eu havia comprado um iate. Enorme, elegante, luxuoso. A mesa de café da manhã já estava posta, o mar brilhava, e ele me olhava com emoção nos olhos.
— Você me faz tão feliz, Davina Ruticou.
— Você também, Robert Joshadan — respondi, com um sorriso apaixonado.
Ali, naquele iate, com o mar nos abraçando e o amor nos guiando, sabíamos que havíamos construído algo raro. Algo verdadeiro.
os seguranças abaixou a escada do iate e pulamos de mãos dadas para mergulhar no mar. A água estava deliciosa, e nós dois estávamos completamente felizes, rindo um para o outro como dois adolescentes apaixonados. Nossos seguranças nos observavam de longe, sorrindo com cumplicidade. Osvaldo, amigo de Robert há anos, brincou:
— Vocês são melhores do que os romances de novela… porque o de vocês é real. Dá pra sentir o quanto se amam.
Sorrimos emocionados com aquele comentário. Robert me ajudou a subir de volta e continuamos o passeio, até que ancoramos próximo a uma ilha paradisíaca. Os seguranças se dividiram: metade foi na frente, outra ficou de vigia atrás. Como estava tudo seguro, seguimos sozinhos.
— O que você planejou, hein? — ele perguntou com um sorriso malicioso.
— Já estamos chegando — respondi com um brilho misterioso nos olhos.
Assim que chegamos, ele se deparou com uma tenda montada de frente para o mar. O chão estava forrado com lençóis brancos, frutas frescas e vinhos nos esperavam. Ele ficou surpreso.
— Você é demais… — murmurou antes de me beijar com paixão.
Nos sentamos, brindamos com vinho, e ele me olhou nos olhos:
— Amor… eu estava pensando. Tudo o que eu mais quero é que você seja oficialmente minha mulher. Mas talvez a gente deva esperar um pouco, com tudo isso da minha mãe acontecendo… o que acha?
— Eu ia te dizer a mesma coisa. Nós já vivemos como marido e mulher. Nosso grande dia vai ser perfeito, e podemos esperar. Afinal, temos uma lista enorme de convidados, né?
Ele riu.
— Exatamente.
— Amor, você é tudo o que eu preciso. O casamento vai ser apenas um detalhe, porque eu já sou sua.
Ele sorriu, subiu sobre mim e me beijou com desejo. Fazer amor com ele ali, com o som do mar e a brisa suave acariciando nossos corpos, foi mágico. Ele deslizava os dedos sobre minha pele, dizendo entre sussurros:
— Você é a mulher da minha vida, minha Davina…
Estávamos mais apaixonados do que nunca. Na volta para o iate, os seguranças nos receberam com sorrisos e brincadeiras.
— Olha os nossos pombinhos aí!
Eles tinham acompanhado cada capítulo da nossa história naquele último ano. Eram mais do que seguranças… eram amigos.
— Hoje vocês estão liberados para curtir com a gente! — anunciei.
Peguei uma bolsa e entreguei trajes de banho para cada um. Para minhas seguranças pessoais — Luísa, Bruna, Giovana, Maria e Clara — preparei biquínis exclusivos da minha coleção.
— Sei que vocês estão de olho nos meninos… — brinquei.
Elas riram tímidas. Depois me abraçaram animadas.
Enquanto eles se divertiam na água, eu e Robert ficamos na tenda, brindando ao amor.
— Um brinde aos melhores patrões do mundo! — disseram eles ao aceitarem uma taça de vinho.
No fim do dia, voltaram a vestir os trajes profissionais. Quando chegamos em casa, Robert me pegou no colo, entramos no elevador e começamos a nos beijar como se não houvesse amanhã.
— Eu amei esse dia… obrigado, minha vida — ele murmurou.
Tomamos banho juntos, depois nos deitamos. Mas ele colocou um filme de terror e me olhou com aquela cara de safado.
— Você é terrível — eu disse sorrindo.
No meio do filme, Robert me puxou para mais perto, com aquele olhar que fazia meu corpo inteiro estremecer. Seus lábios encontraram os meus com fome e suavidade ao mesmo tempo, como se quisesse me saborear lentamente.
Suas mãos me exploravam com firmeza, mas com carinho, conhecendo cada reação minha, cada suspiro que escapava sem controle. O calor entre nós crescia rápido, irresistível.
Deitamos sobre os lençóis macios da suíte, e ele me envolveu com o corpo quente, provocando cada sentido meu com uma intensidade deliciosa. Os movimentos eram lentos no início, como uma dança bem ensaiada, e logo se tornaram mais intensos, mais urgentes.
Nossos corpos se encaixavam com perfeição, e a sintonia era tão forte que cada toque parecia incendiar minha pele. O prazer vinha em ondas, fazendo meu corpo vibrar sob o dele, enquanto nossos olhares se mantinham presos, como se disséssemos tudo sem falar nada.
Terminamos exaustos, mas ainda colados, como se não quiséssemos que aquele momento acabasse. Ele me abraçou forte, e eu fechei os olhos, com um sorriso satisfeito nos lábios.mais tarde,
fomos à banheira, conversamos e ele me surpreendeu:
— Amor… se a gente tivesse um bebê, você ficaria feliz?
— Claro, amor… Na hora certa, sei que vai acontecer. Eu não tomo remédio, então pode ficar tranquilo.
Ele sorriu, com os olhos brilhando.