CAPÍTULO 10

1006 Palavras
A escuridão da noite envolvia o beco onde Clara e Lucas estavam, a cidade distante, como se o mundo inteiro tivesse desaparecido, deixando apenas os dois em sua própria bolha de desejo e tensão. O ar estava carregado, pesado, com cada segundo se arrastando em um silêncio espesso que apenas aumentava o calor entre eles. Clara sentia o corpo tenso, o coração batendo forte no peito, e, por mais que tentasse racionalizar, não conseguia mais negar o que estava acontecendo. Ela estava sendo dominada por Lucas, de uma forma que nunca imaginou ser possível.  Ele estava aos poucos quebrando as defesas dela, forçando a se entregar a ele, com um desejo profundo e proibido, algo que nem ela mesmo sabia que existia dentro de si. Lucas estava tão perto, que a Clara podia sentir a respiração dele acariciar sua pele. A pressão dele sobre ela era avassaladora, como se ele tivesse o controle de cada músculo, de cada respiração, de cada batida de seu coração. Clara olhou para ele, o sorriso no rosto dele era agora uma promessa de algo mais intenso, mais ousado, algo que ela sabia que não seria mais capaz de evitar. — Você ainda acha que pode resistir a mim, Clara? — A voz dele estava carregada de desafio e uma satisfação silenciosa, como se ele soubesse exatamente o quanto ela estava em dúvida sobre seus próprios sentimentos. Ela tentou se afastar, mas a mão dele, com um movimento ágil, segurou seu pulso. Não foi com violência, mas com uma força sutil que lhe dizia tudo o que ela já sabia, e ele tinha o controle total de tudo. — Eu sei o que você quer, isso clara. — Lucas murmurou, em voz baixa, quase rouca. Sua resistência só aumenta meu desejo por ti. Clara olhou para ele, com os olhos agora desafiadores. Ela queria gritar, queria se soltar, mas havia algo em Lucas que fazia ela se sentir frágil e vulnerável perto dele. Era uma luta interna constante. Como ela é que ela poderia ceder a ele enquanto sabia que tudo o que ele queria era quebrá-la completamente? Mas naquele momento, o que mais a assustava era o fato de que ela queria ceder. Ela queria ser quebrada por ele. Havia uma parte de Clara que sabia que esse jogo já não se tratava apenas de poder e controle. Havia algo mais profundo, algo visceral, que queimava entre os dois. — Você acha que me controla? — Clara desafiou, tentando manter uma fachada de força. Mas sua voz tremia, entregando o quanto ela estava frágil diante dele. Lucas, ao ouvir seu desafio, sorriu com um toque de arrogância. Ele sabia que ela já estava perdida nesse desejo. — Eu não controlo, Clara. Eu possuo. — Ele respondeu, com tanta certeza, mas tanta certeza, que ela não teve como duvidar dele. Ele a puxou para mais perto, de modo que seus corpos quase se tocavam completamente. O calor de seu corpo era inebriante, e ela sentiu um arrepio ao percorrer sua espinha, e percebeu que ela não queria mais resistir. Foi então que ele a tocou. Não foi um simples toque, Não foi algo casual ou gentil. Foi um toque verdadeiro, profundo, como se ele estivesse tocando sua alma, uma marca que ele deixaria nela para sempre. As mãos de Lucas deslizavam pelas costas de Clara, de forma possessiva, como se estivesse desenhando sua silhueta, conhecendo cada centímetro do corpo dela. Era como se ele estivesse afirmando que ela era dele. O toque dele a incendiou. Foi um fogo que se espalhou por todo o seu corpo, roubando-lhe o fôlego. Clara sentiu cada nervo em seu corpo acordando, respondendo a ele suspirando. Ela fechou os olhos, incapaz de desviar o olhar dele, o que ele a fazia sentir. — Você sente isso? — Lucas murmurou em seu ouvido, a voz rouca, a presença dele invadindo cada canto da sua mente. — É tudo o que você sempre quis. Ela não conseguiu responder, as palavras desapareceram nos seus lábios. Era a primeira vez que alguém a tocava dessa forma. Não com carinho, não com doçura. Mas com uma possessividade, com um desejo arrebatador, com uma intensidade que ela jamais experimentara. O toque dele se fez mais firme, mais exigente, e Clara não teve mais como se conter. Ela se sentiu consumida pela força dele, pela forma como ele a queria. A necessidade de Lucas estava dominando-a, e ela estava se rendendo a essa força sem lutar. Ele sabia exatamente o que fazer, como fazer, para provocar os sentimentos mais intensos nela. — Você pertence a mim agora, Clara. — Ele disse com uma calma aterradora, as palavras como um comando que ecoavam em sua mente, como um feitiço que não podia ser quebrado. Clara queria responder, queria gritar que não, que ela não podia ceder assim, mas a boca dela estava tomada pelo gosto do desejo. As palavras que ela tinha para rebater estavam sumindo, e ela só conseguia pensar no toque dele, nas mãos fortes que agora a seguravam com firmeza, cada movimento trazendo uma sensação única, excitante, aterrorizante. Quando ele a beijou novamente, dessa vez foi diferente. Não foi apenas uma provocação ou uma exploração, foi por uma exigência. Ele a dominou de tal forma que ela sentiu como se não houvesse mais caminho de volta para ela. Clara cedeu. Sem palavras, sem resistência, ela se entregou a ele, a um prazer mais forte do que qualquer coisa que ela já tivesse experimentado, e que acabava de se sentir naquela momento. Ela não sabia mais o que estava fazendo, mas sabia que estava com ele, e isso parecia ser o suficiente. À noite os envolveu, e, em meio ao calor do corpo de Lucas, Clara se viu completamente perdida. O toque dele, a intensidade, a força, tudo a fazia sentir-se viva de uma forma que ela jamais havia conhecido ou experimentado. Ela estava cedendo ao desejo mais obscuro e intenso de sua vida, e agora, não havia mais como voltar atrás.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR