CAPÍTULO 16

1074 Palavras
A noite havia caído com uma tranquilidade desconcertante, o que entra em contraste com o turbilhão interno que a Clara sentia. O beijo de Lucas ainda estava ardendo em seus lábios, como uma marca que não poderia mais ser apagada. Tudo nela gritava que o que acabara de acontecer entre eles era algo que ultrapassava os limites da moralidade, da razão, até mesmo do desejo. Mas a verdade era que ela não queria mais voltar atrás. Algo nele, algo nele a possuía completamente. Clara estava em seu apartamento, sentada à beira da cama, com o coração disparado, enquanto sua mente se repelia para aquele momento de Lucas, a forma como ele a dominava, como ele a fazia sentir, tudo isso estava começando a se transformar em uma obsessão. Mas a linha entre o que era certo e errado se tornava cada vez mais nebulosa. Ela sabia que não deveria estar se entregando àquele homem, sabia que ele a estava arrastando para um jogo perigoso e que havia mais no que ele queria do que apenas sexo. A porta de seu apartamento se abriu, e a figura de Lucas surgiu na entrada, como se ele soubesse exatamente o que acontecia em seu interior. Ele não tocou a campainha, não fez barulho ao entrar. A sua presença era suficiente para preencher o ambiente. — Eu sabia que você estava pensando em mim. — A voz dele era como um sussurro no ar, inconfundível e Clara sentiu uma pressão sobre seu peito. Ela olhou para ele, o coração disparando, a respiração irregular. Ele a desarmava com apenas uma palavra. Lucas fechou a porta atrás de si, dando um passo em direção a ela, como se estivesse em um campo de batalha, e ele soube que a vitória era inevitável. Cada movimento seu era imponente, como se ele estivesse sempre sob controle da situação. — Você não conseguiu me tirar da cabeça, não foi? — Ele disse, agora mais perto, com os olhos fixos nela com uma intensidade quase dolorosa. — Eu sei o que você quer, Clara. Você quer mais? Clara engoliu em seco, a boca seca, a garganta apertada.  Ela não sabia mais o que queria, mas havia algo no jeito de Lucas que a fazia perder toda a racionalidade e não sabia porquê.  Ele sabia que ela estava completamente à mercê dele, e isso era exatamente o que ele queria. Ele se aproximou, e Clara sentiu o aroma de seu perfume envolvê-la como uma nuvem densa. Ela queria resistir, queria lutar contra a tensão que crescia entre eles, mas sabia que não tinha forças para isso. Ele estava ali, diante dela, esperando por sua reação. — Você não precisa dizer nada. Eu sei. — Lucas murmurou, seus lábios se aproximando dos dela. Eu sei que você está se entregando, Clara. Ela olhou para ele, seus olhos perdidos, tentando encontrar algo que fizesse sentido, mas a única coisa que encontrava era desejo, desejo e mais desejo. Ela queria estar com ele, queria ceder a esse impulso que a consumia por dentro, sem pensar nas consequências, sem pensar em nada. Lucas tocou seu rosto com a ponta dos dedos, deslizando suavemente até o pescoço dela. O toque foi suave, mas cheio de poder. Aquele simples gesto fez Clara perder a noção de tudo ao seu redor. Ela não sabia mais o que era certo ou errado, mas naquele momento, ela sabia exatamente o que queria. Ele a puxou para si, e os lábios de Clara se encontraram com os dele, num beijo voraz, como se ambos quisessem se consumir. Era um beijo carregado de urgência, de necessidade, de algo que não podia ser negado. Era um beijo proibido, um beijo que desafiava tudo o que ela acreditava ser certo, mas que, ao mesmo tempo, a fazia sentir-se viva de uma forma que ela nunca tinha experimentado antes. A boca de Lucas dominava a sua, seus lábios se movendo com possessividade, como se ele estivesse fazendo algo mais do que simplesmente beijá-la, ele estava tomando posse dela. Clara, tomada pelo desejo, sentiu sua cabeça girar enquanto as mãos de Lucas exploravam seu corpo. Ele a beijava como se não houvesse mais amanhã, como se aquele momento fosse a única coisa que importasse. Ela não conseguia pensar, não conseguia resistir. Ele quebrou o beijo por um momento, seu olhar profundo e intenso fixo nela, e Clara sabia que ele estava lendo sua alma. Ele sabia o que ela sentia. Sabia que ela não era capaz de resistir. — Não seja uma criança, Clara. — Ele disse, a voz grave, cheia de um comando irresistível. Eu sei o que você quer. Eu sei o que você precisa. Ela não conseguia mais lidar com a pressão crescente. Ele estava certo. Ela precisava dele, não importava o quão errado isso fosse. Ele a puxou para mais perto, suas mãos, agora firmes em sua cintura, e a atraiu para outro beijo, mais intenso, mais possessivo. Era um beijo que não deixava espaço para palavras, para dúvidas. Clara, perdida em seus próprios sentimentos, se entregou completamente, seus braços se envolvendo ao redor do pescoço dele, sem reservas. Ela estava com ele, e nada mais importava. Quando o beijo terminou, ambos estavam ofegantes, e o ar parecia pesado entre eles. Clara sabia que o que acabara de acontecer era uma linha que eles haviam cruzado, uma linha que não poderia mais ser desfeita. O beijo que ela acabara de compartilhar com Lucas não era apenas físico, era algo que a conectava com ele de uma forma mais profunda que qualquer coisa que já experimentou. Ela olhou para ele, seus olhos carregados de incerteza e desejo. Ela sabia que havia cruzado um limite, mas não sabia se queria voltar atrás. Lucas a encarou com uma mistura de satisfação e algo mais, talvez até possessividade. Ele sabia que acabara de fazer algo que mudaria tudo entre eles, mas ele também sabia que esse jogo não estava nem perto de acabar. — Agora, Clara, você não pode mais fugir de mim. — Ele murmurou, sua voz cheia de um prazer quase c***l. Você já é minha. E eu vou fazer você entender isso, por todos os meios possíveis. Ela sentiu uma mistura de medo e excitação dentro de si. Ela estava completamente perdida, completamente consumida, e não sabia mais se queria encontrar uma saída. Mas uma coisa ela sabia, o beijo proibido deles havia sido apenas o começo.
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