CAPÍTULO 34

665 Palavras

Clara Nunca gostei de me sentir fraca. Passei a vida inteira aprendendo a não depender de ninguém, a não baixar a guarda, a não permitir que ninguém tivesse poder demais sobre mim. Vulnerabilidade sempre pareceu sinônimo de derrota. Mas naquela noite, nos braços de Lucas, eu entendo que estava errada. O carro está silencioso, envolto por uma escuridão quase confortável. Não há pressa, não há palavras imediatas. Apenas o som contido da nossa respiração e o bater acelerado do meu coração, que se recusa a se acalmar. Meu rosto continua escondido no pescoço dele. Posso sentir o cheiro que é só dele, algo entre perigo e abrigo. É contraditório. Como tudo que envolve Lucas. Me afasto devagar. Preciso vê-lo. Os olhos dele me encaram com uma intensidade que me desmonta. Não há

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