CAPÍTULO 43

784 Palavras

Clara Eu deveria ter ido para casa. Essa é a primeira coisa que penso quando percebo que estou sendo observada, não de longe, não de forma discreta, mas com a atenção calculada de quem já me escolheu como alvo. O bar é sofisticado demais para me deixar confortável. Luz baixa, música lenta, conversas abafadas. Um lugar onde segredos não chamam atenção e olhares se demoram tempo demais sem levantar suspeitas. Eu vim porque precisava de respostas. Porque precisava sentir que ainda tinha controle sobre alguma coisa. Controle. Que palavra ridícula. Estou sentada sozinha, mexendo distraidamente no copo à minha frente, quando sinto a presença antes mesmo de vê-la. É um arrepio que nasce na nuca e desce pela coluna. O mesmo instinto que me avisou tantas vezes quando Lucas estava por

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