CAPÍTULO 14

1101 Palavras
Clara Clara não conseguia mais parar de pensar no que descobriu. O encontro com as cartas, a fotografia e os mistérios do passado de Lucas haviam mudado tudo para ela. Ela se sentia perdida, como se estivesse andando em uma linha tênue entre a paixão avassaladora que sentia por ele e o medo das sombras que agora habitavam sobre o relacionamento deles. Ela precisava de respostas, e sabia que a única pessoa que poderia fornecer todas elas era o Lucas. Mas ele não parecia disposto a revelar o que tanto escondia sobre o seu passado. Enquanto caminhava pela cidade, Clara sentia uma crescente sensação de que não poderia mais confiar totalmente em Lucas. Ele a queria, sem dúvida, mas havia algo mais, algo que ele não estava disposto a dividir com ela. Isso fazia com que sua obsessão por ele se transformasse em uma tortura, um constante jogo mental onde ela sempre se sentia à mercê dele. O momento da verdade estava prestes a chegar, mas antes disso, Clara precisaria passar por uma prova, uma prova que testaria os limites de sua confiança, seus medos e, principalmente, sua disposição para continuar com esse relacionamento. Lucas a convidou para uma festa exclusiva, uma reunião de pessoas influentes, amigos e familiares próximos. Clara hesitou, mas não podia recusar. Ela sabia que, de alguma forma, esse evento seria uma oportunidade de confrontar Lucas. Mas ela não imaginava que seria mais do que isso. Era a chance perfeita para ele testar os limites dela, testando algo muito mais íntimo e imprevisível, que era o ciúmes. Chegando à festa, Clara sentiu uma tensão no ar. O ambiente estava repleto de risos e conversas, mas ela sentia como se estivesse em uma prisão de vidro. Os olhares, os sussurros, tudo parecia se intensificar. Lucas estava ao seu lado, mas havia algo diferente na maneira como ele a observava naquela noite. Ele a mantinha perto dele, mas, ao mesmo tempo, parecia mais distante. Como se estivesse provocando algo, querendo que Clara se sentisse desconfortável, insegura, vulnerável. Ela sabia que ele estava brincando com ela, testando sua reação. Mas ela não sabia até onde ele iria para ver até que ponto ela conseguiria suportar. Era um jogo perigoso. Em meio a festa, Clara percebeu uma mulher. Ela era elegante, confiante e claramente à vontade naquele ambiente. Os olhos dela se encontraram com os de Lucas, e Clara sentiu uma onda de insegurança se espalhando pelo seu corpo. Era a primeira vez que ela via aquela mulher, mas havia algo na maneira como ela se aproximou de Lucas que fez Clara sentir um nó na garganta. A mulher sorriu, com um olhar de cumplicidade, e Lucas respondeu com um sorriso discreto, mas genuíno. Clara sentiu uma onda de ciúmes ao percorrer sua espinha, algo que não conseguia controlar. Ela tentou afastar os pensamentos, mas era impossível. A tensão entre eles estava se tornando palpável. A mulher começou a conversar com Lucas, e Clara não conseguia evitar o olhar fixo que mantinha sobre os dois. O modo como ela se aproximava dele, como ele respondia com tanta atenção, fez o estômago de Clara revirar. Ela tentava sorrir, se integrar à conversa ao seu redor, mas seu foco estava em Lucas e naquela mulher. Era como se ela estivesse sendo empurrada para um limite que não sabia onde terminaria. Mas o pior ainda estava por vir. Enquanto Clara tentava disfarçar seus sentimentos, Lucas, com seu olhar penetrante, parecia perceber a batalha interna que se travava dentro dela. Ele se aproximou, com um sorriso que fazia o coração de Clara disparar. — Você está se sentindo bem? — Lucas perguntou, a voz dele era suave, mas carregada de algo que Clara não sabia identificar. Ele sabia exatamente o que ela estava sentindo. Clara olhou para ele, tentando manter a compostura. — Sim, claro. — Ela respondeu, embora sua voz estivesse trêmula. — Mas Lucas, quem é ela? A pergunta escapou de seus lábios sem que ela pudesse evitar. Lucas sorriu, mas havia algo perturbador em sua expressão. — Ela é uma amiga. — Ele disse, mas Clara podia perceber a forma como ele a olhava. Não era apenas uma amiga. Havia algo mais ali, algo que ele não estava disposto a contar. Clara olhou para a mulher uma vez mais. Ela estava rindo, tocando o braço de Lucas com familiaridade. Era claro que, para ela, Lucas não era apenas um amigo. Era alguém especial. — Você sente ciúmes? — Lucas perguntou, como se soubesse exatamente o que estava passando pela mente de Clara. Clara sentiu o calor subir ao seu rosto, mas tentou manter a calma. Não queria dar a ele a satisfação de saber o quanto ela estava se afetando. — Não. — Ela respondeu, embora soubesse que a mentira estava clara em sua voz. Lucas se aproximou ainda mais, seus olhos fixos nela. A proximidade dele a fez engolir em seco. Ele inclinou a cabeça, aproximando-se de seu ouvido, e sussurrou: — Eu gosto de ver você assim, Clara. Desconfortável, inquieta. Ele pausou, e Clara sentiu o corpo dela se arrepiar. Isso só me faz querer mais. Aquele simples sussurro fez Clara se perder em seus próprios sentimentos. O ciúme, a insegurança, o desejo tudo estava se misturando de forma tão intensa que ela m*l conseguia controlar. Mas havia algo em Lucas, uma maneira possessiva e quase c***l de envolvê-la nesse jogo psicológico, que a fazia querer ir mais fundo. Quando a mulher se afastou, Lucas se virou para Clara com um sorriso discreto, mas com um olhar carregado de intensidade. — Você estava preocupada? — Ele perguntou, quase desafiando Clara a admitir seus sentimentos. Eu quero que você se sinta assim. Clara olhou para ele, e pela primeira vez, algo dentro de si quebrou. Ela sabia o que ele estava fazendo. Ele estava a testando, forçando-a a confrontar seus próprios sentimentos de ciúmes e possessividade. Ele queria que ela se entregasse a isso, que se tornasse completamente dele. — Você gosta de me ver assim, não é? — Clara perguntou, finalmente se permitindo mostrar o que sentia. — Mas o que você quer realmente, Lucas? O que eu sou para você? Ele a observou, a tensão entre os dois é quase palpável. E antes que ela pudesse dizer mais, ele sussurrou: — Você é minha, Clara. E eu sempre vou querer você assim. O silêncio entre eles foi carregado de significados não ditos, e Clara soube que, naquele momento, ela estava em um ponto sem volta. O jogo estava ficando mais intenso, e ela não sabia mais como sair dele.
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