CAPÍTULO 5

532 Palavras
Lucas não desviou o olhar nem por um segundo. Mas algo mudou nele naquele momento. O sorriso presunçoso sumiu. O brilho de divertimento deu lugar a uma intensidade mais perigosa. Ele não esperava que Clara o desafiasse. E agora, ele queria puni-la por isso. Clara sentiu o ar ao redor deles ficar mais denso. O olhar de Lucas queimava sua pele de uma forma intensa. Ele a avaliava como um predador que acabara de perceber que sua presa queria lutar. — Você quer jogar comigo, pequena? — a voz dele veio baixa, rouca. Clara manteve a postura firme. — Você acha que sou tão fácil de dobrar assim? Lucas riu, mas seus olhos não tinham mais traços de humor. — Vamos ver até onde você aguenta. Antes que Clara pudesse reagir, ele se levantou da poltrona e caminhou até ela. Lento, preciso, calculado. Ela deveria recuar, Mas não o fez. Lucas se inclinou, apoiando uma mão no encosto da cadeira dela, fechando o espaço entre os dois. Ele não a tocava, Mas a prendia ali. — Você gosta de testar meus limites, não é? — sussurrou contra seu ouvido. O coração de Clara martelava no peito. Ela estava perdendo o controle da situação. — Talvez eu goste de testar os seus limites. Lucas sorriu contra sua pele. — Má ideia, pequena. Antes que Clara pudesse responder, ele se afastou, pronto para a nova Jogada. Sem aviso, Lucas pegou o telefone e fez um único gesto, Chamando alguém. Clara franziu a testa, O que ele estava fazendo? Minutos depois, uma mulher se aproximou da mesa. Linda, alta, segura de si. Ela sorriu para Lucas e ele retribuiu mas sem desviar o olhar de Clara. — Espero que não se importe, pequena — ele disse, pegando a mão da mulher e deslizando os dedos pelo pulso dela. Exatamente como fizera com Clara antes. Foi nesse momento que Clara entendeu. Ele queria provocá-la. Queria ver até onde ela aguentaria. Seus dedos apertaram a taça à sua frente. Seu corpo inteiro queimava, mas não de desejo. De raiva. Lucas continuava encarando-a, esperando uma reação sua. Clara não daria o gostinho a ele. Ela queria jogar? Então jogaria com ele. Clara se inclinou, pegando o telefone. Dois podiam jogar esse jogo. Em poucos segundos, um dos garçons veio até ela. Um homem alto, bonito, claramente interessado. Ela sorriu. — Me traga um drinque. Mas só se me fizer companhia por um momento. O garçom pareceu surpreso mas aceitou. Lucas não sorriu mais. Clara pegou a taça e tomou um gole, segurando o olhar de Lucas enquanto conversava casualmente com o outro homem. Ela viu quando os ombros de Lucas ficaram tensos. Quando seus dedos se fecharam no copo. Ele estava furioso. Ótimo. A vingança tinha um gosto doce. Mas então Lucas se levantou abruptamente e fez algo que Clara jamais esperava. Ele segurou o pulso da mulher ao seu lado e a puxou para um beijo. Bem na frente de Clara. O mundo dela congelou, ela ficou estética sem reação alguma. Foi quando percebeu que ela tinha testado os limites errados. E Lucas estava pronto para mostrar a ela o que acontecia quando alguém brincava com fogo.
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