Santos movia-se pelas sombras do morro como um espectro faminto. Sua busca pelo traidor não era apenas uma questão de dever para com o comando; era uma questão de sobrevivência pessoal e de honra. Ele passava a maior parte do tempo em uma vigília silenciosa, observando a rotina, os olhares furtivos e as mudanças bruscas de comportamento nos homens que compunham a espinha dorsal da organização de Cael. Para quem vê de fora, o crime parece uma massa uniforme de lealdade bruta, mas por dentro, é um ecossistema frágil de egos e ambições. A tarefa de desmascarar o culpado entre rostos tão conhecidos revelou-se um desafio psicológico. Muitos ali haviam crescido juntos, compartilhando o pão e o perigo nas vielas estreitas. À primeira vista, ninguém parecia ter motivos suficientes para mo

