Zafira despertou do sono profundo aos poucos, sentindo a consciência retornar em ondas lentas e mornas. Antes mesmo de abrir os olhos, ela sentiu o peso e o calor que a ancoravam no colchão. Os braços de Cael a envolviam em um abraço de uma possessividade quase agressiva, uma trava de carne e músculos que parecia querer fundi-la ao seu próprio corpo. Era um aperto que, em qualquer outra circunstância ou com qualquer outro homem, poderia soar sufocante, mas ali, sob o teto de sua casa, era magicamente confortável. Havia uma segurança silenciosa naquela redoma de força, um pacto mudo de que nada no mundo exterior ousaria perturbá-la enquanto ele estivesse ali. Ela permaneceu em silêncio total por longos minutos, sentindo a vibração do peito dele contra suas costas. Zafira procurava

