O dia amanheceu sobre a comunidade com uma luz filtrada por nuvens baixas, conferindo ao morro uma atmosfera de contemplação forçada. Para Zafira, aquela manhã carregava um peso diferente. Ela decidiu que não iria trabalhar na mansão de Cael; o cansaço acumulado da faculdade de Administração e a carga emocional dos últimos dias exigiam uma pausa. Cael, por sua vez, aceitou a ausência dela com uma naturalidade que a surpreendeu. Na verdade, ele já vinha alimentando a ideia de que ela não precisava mais cruzar o portão de sua casa como funcionária. Para ele, não fazia sentido que a mulher que ocupava seu coração e seus pensamentos mais íntimos continuasse limpando o que ele sujava. Eles estavam namorando, e o Espectro, à sua maneira possessiva e protetora, queria que ela focasse apenas

