Após terminar a limpeza da mansão com uma agilidade que beirava o desespero, deixando cada móvel e cada canto devidamente organizado, Zafira seguiu para sua própria casa. Ela precisava, acima de tudo, se preparar para a faculdade, mas o motivo real de sua pressa era o desejo latente de se afastar da presença magnética de Cael. Estar perto dele agora, depois da noite anterior, era como caminhar sobre brasas; ela sentia que, se permanecesse ali por mais um minuto, acabaria perdendo o pouco de juízo que ainda lhe restava. Às vezes, Cael a perseguia com o olhar de forma tão intensa que ela se sentia como uma presa sendo observada por um predador paciente, aguardando o momento exato para ser devorada novamente. Zafira não conseguia decidir se essa sensação era excitante ou aterrorizante,

