Almas feridas.

1255 Palavras

A noite havia sido longa, arrastada por horas que pareciam não ter fim, tanto para Ravena, que enfrentava a maior decepção de sua vida, quanto para Zafira, que vinha travando batalhas silenciosas e exaustivas consigo mesma. O domingo amanheceu com um ar cinzento e melancólico, como se o próprio céu reconhecesse a dor aguda de uma e a indecisão paralisante da outra. Não havia sol para mascarar as olheiras ou o peso nos ombros; apenas uma bruma fria que convidava à introspecção. Sem suportar a ideia de ficar sozinha entre as quatro paredes de sua casa, onde o cheiro de Santos e o eco de suas palavras cruéis ainda pareciam flutuar no ar, Ravena decidiu procurar abrigo na amizade. Antes que a chuva anunciada pelas nuvens pesadas começasse a cair, ela seguiu em direção à casa de Zafira. El

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