&Beatrice& Suniza não nos deu atenção quando entramos na cozinha. Ela estava absorta em uma revista aberta sobre a mesa, o que me deu uma sensação momentânea de alívio. — Nitta — cumprimentou ela, a voz suave, mas carregada de autoridade —, conhece as regras do seu pai. Nada de prostitutas em casa. O forte sotaque italiano de Suniza me atingiu como um golpe, mais poderoso do que o de qualquer outro Morunaga. Depois de quatro anos em Palermo, era estranho ouvir um sotaque tão carregado. A diferença entre o italiano imponente de Suniza e o japonês sutil dos outros Morunagas era impressionante. Pela primeira vez, senti a distância cultural que me separava daquela família. Engoli em seco, recusando-me a reagir ao insulto que acabara de me lançar. Não lhe daria essa satisfação. Mas a sensaç

