Camila narrando Tava em casa, um domingo parado, eu e o Lucas jogados no sofá, pernas dele por cima das minhas, televisão ligada só por barulho mesmo. Tava tudo calmo até a porta se abrir com aquele empurrãozinho apressado. Sofia entrou. Ela mora comigo desde que a mãe arrumou um cara novo — os dois até se dão bem, mas ela preferiu ficar aqui. Minha casa virou o refúgio dela. Sempre foi. Quando ela entrou, senti na hora. Olhos marejados, o rosto tentando se manter firme, mas o coração tava gritando por dentro. Soltei o controle e sentei direito. — Que foi, Sofia? Ela tentou segurar, mas veio tudo de uma vez. Contou sobre o encontro, o beijo, a conversa da gente na noite anterior… E depois sobre hoje cedo — o vapor falando besteira, o Gibi calado, ela se sentindo exposta, sozinh

