Capítulo 28

1397 Palavras

Rafaela narrando — Bora, minha filha, levanta. Vamos parar de chorar. A gente tem que agir — eu falo puxando o cobertor da Mirela, que ainda estava largada na minha cama com a cara enterrada no travesseiro, claramente exausta de tudo que tinha acontecido naquela noite. Ela ergue a cabeça devagar, os olhos ainda inchados de tanto chorar, e me encara com aquela expressão confusa de quem ainda está tentando entender o que eu quis dizer com aquilo. A luz do sol já entrava forte pela janela do quarto, iluminando o chão bagunçado da noite anterior, e aquilo era o suficiente para me lembrar que o mundo não tinha parado só porque a gente tinha tido uma madrugada caótica. — O dia já amanheceu — eu continuo falando enquanto caminho pelo quarto recolhendo algumas coisas do chão. — A gente tem um

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