Cap.14 Fernanda

1227 Palavras
Posso nunca ter ficado com um homem na minha vida, mas eu já vir muitos livros na minha vida, e muitos deles mostram como a mulher faz para enlouquecer um homem, também sempre ouvir os relatos da minha prima Vanessa que contava como fazia para prender um homem. Rafael é frio, calculista. Para ele tudo é um jogo e todas as mulheres podem servir como objeto. Não serei seu objeto, vou me entregar quando e vê que ele realmente está apaixonado. Percebi que posso usar a minha sensualidade para o deixar maluco, tenho corpo bonito e confesso que quero ficar com ele, mas para isso eu preciso lutar. Escuto o som da porta, sei que ele está voltando, não tenho roupa. Só as deles e infelizmente estou sem calcinha. Deito-me no sofá de barriga para cima e suspendo a calcinha para que minhas partes intimas fiquem amostra. Fecho os olhos e ele abre a porta de vez. — c*****o, ficou maluca mulher? — Me p**a pelas pernas e me gruda no seu corpo. — Do que está falando? — Me finjo de desentendida. — Você está pelada, sua filha da p**a. — Rosna e percebo que conseguir o efeito que queria. — Desculpa, mas eu não tenho roupas. Você sabe disso. — Digo. — c*****o, mas isso não é motivo para ficar mostrando a b****a, se chega alguém e ver? Enlouqueceu. — Desculpa, eu dormi e não percebi que a camisa subiu. A minha calcinha eu te dei. — Informo mordendo os lábios e ele me prende na parede. — Você é virgem mesmo? Ou está tentando me enlouquecer? Quantos homens você já teve, quantos enlouqueceu da forma como está tentando me enlouquecer? — Pergunta e eu percebo o ciúmes nos seus olhos. — Você é o único e eu não estou mentindo. Quando eu me entregar, vai ver que sou virgem. — Digo mordendo os lábios. — Se estiver mentido eu vou meter uma bala na sua cabeça. Vai lá em cima e vesti a p***a do vestido da Debora, nos vamos comprar umas roupas decentes para você. — Diz. — Tudo bem, vou lá em cima. — Digo sorrindo e subo as escadas, visto o vestido como ele pediu e desço as escadas. — Estou pronta. — Ele me olha e diz. — c*****o, agora eu entendi o Fera, ele mandou eu dar fim nessa p***a! — Diz bravo. — Do que está falando? — Desse pedaço de pano, você está pelada. Não me invente de comprar essas porras de roupa que deixa a mulher pelada. — Rosna. — Tudo bem, eu entendi, não se preocupe. — Digo sorrindo. Em pensamento: “Vou comprar as mais provocantes que tiver, as que te deixem passando m*l de ciúmes, só assim você vai perceber que me ama.” Seguimos em silêncio e assim que passamos pela porta, eu olho para os meninos na entrada da casa e reconheço o Lucas. — Lucas, tudo bem? — Questiono sorrindo. — Lucas, você está me ignorando? — Questiono. — Qual é Orelha? Deu seu nome verdadeiro para a Rapunzel? Qual é a sua intenção. — Rafael pergunta empurrando-o. — Che-che-chefe. Eu não sabia que ela era a mina do senhor! — Orelha diz nervosa. — Não sou a mina dele, somos só amigos. Seu chefe é anti-amor. — Digo sorrindo e o Rafael mete uma bala na perna do Lucas. — Meu Deus! — Falo nervosa. — Fala com ele de novo, que eu mato na sua frente. — Rosna. — Você é louco, o que ele fez? — Pergunto. — Você disse que consegue ver um coração no Monstro, está vendo agora? — Ele pergunta. — Não, agora estou vendo um homem louco que está sentindo algo e não vai assumir, então ele surtar e matar pessoas. — Digo e ele sorrir. — Ligeira na resposta. Parabéns! — Diz irônico. — Essa é a verdade! — Digo e ele me puxa pelo braço. — Vamos de uma vez! — Rosna e seguimos. Ele segura minha mão e as pessoas observam nossa movimentação. As pessoas se afastam, abaixam a cabeça e não encaram ele de frente, elas também evitam me olhar. Entramos em uma loja e uma mulher um pouco vulgar vem atender. — Oi gostoso, no que posso ajudar? — Questiona. — Bibi, eu quero que arranje umas roupas para ela. — Diz apontando para mim e a mulher me olha de cima a baixo. — Quem é ela? — Questiona. — Não é da sua conta, apenas amostre as roupas. — Diz. — Tudo bem, eu entendi. — Fala abaixando a cabeça. — Vou na boca, quando terminar ai, manda ela ligar que eu venho te buscar. — Diz. — Vai me deixar no ninho de cobras, sozinha? — Pergunto sorrindo. — Ninguém vai fazer nada com você. Sua máscara já caiu e eu sei que você sabe se defender. — Ele diz sorrindo. — Sei mesmo, sou territorialista também. — Digo me aproximo dele e grudo nossa boca em um beijo de cinema, todos paralisam e olham a cena, ele não consegue resistir e quando me afasto me puxa pela cintura e tenta me beijar novamente. — Volta aqui! — fala e eu abro um sorriso. — As pessoas acham que você não tem coração, demonstrando desse jeito elas vão saber que é um mentiroso. — Dou um selinho nele que se afasta atordoado. Me aproximo da tal Bibi. — Então, pode me mostrar as roupas? — Pergunto. — Vocês estão juntos tipo um casal? — Ela questiona curiosa. — Sim, nos estamos juntos. — Informo. — p***a, se a Danni sonhar vai enlouquecer. — Ela diz. — Não tenho medo dela, não tenho medo de ninguém. O Rafael é meu. — Falo séria. — Vamos as roupas. — Corto-a e ele entende a minha posição. Se o tipo de mulher que o Rafael fica é igual a essa Bibi, eu sou uma princesa e ele deve me valorizar. — A senhora não é desse morro? Eu nunca te vir aqui. Onde você morava? — Questiona. — Copacabana. — Informo. — O chefe foi buscar uma patricinha. — A tal Bibi sorrir. — Também, se as mulheres do morro forem desse seu tipo, o mais certo é procurar em outro lugar. — Ironizo. — Cuidado, que mulheres com cicatrizes no rosto deixam de ser bonitas. — Rebate a ironia. — Mulheres que ameaçam a namorada do chefe amanhecem morta. — Rebato e ela se cala. Em silencio escolho minhas roupas e quando tudo acaba ela chama o Rafael que vem paga tudo e em um momento de distração pergunto a ele. — Rafael, se uma pessoa deixar uma cicatriz no meu rosto ou ameaçar fazer isso, você aceita? Imagine, meu rostinho com uma cicatriz. — Digo dengosa. — Quem falou essa p***a para você, me diga que eu mando passar a máquina zero agora na cabeça. — Ele diz e a Bibi estremece. — Ninguém, mas a Bibi estava me contando que uma mulher em uma briga por ciúmes, passou a navalha na cara da outra, eu fiquei com medo de alguém fazer algo comigo. — Falo tocando o peitoral dele. — Essas coisas não vão acontecer contigo, vamos para casa de uma vez que estou com fome. — Rosna e me ajuda a pegar as sacolas.
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