Posso nunca ter ficado com um homem na minha vida, mas eu já vir muitos livros na minha vida, e muitos deles mostram como a mulher faz para enlouquecer um homem, também sempre ouvir os relatos da minha prima Vanessa que contava como fazia para prender um homem.
Rafael é frio, calculista. Para ele tudo é um jogo e todas as mulheres podem servir como objeto. Não serei seu objeto, vou me entregar quando e vê que ele realmente está apaixonado.
Percebi que posso usar a minha sensualidade para o deixar maluco, tenho corpo bonito e confesso que quero ficar com ele, mas para isso eu preciso lutar. Escuto o som da porta, sei que ele está voltando, não tenho roupa. Só as deles e infelizmente estou sem calcinha.
Deito-me no sofá de barriga para cima e suspendo a calcinha para que minhas partes intimas fiquem amostra. Fecho os olhos e ele abre a porta de vez.
— c*****o, ficou maluca mulher? — Me p**a pelas pernas e me gruda no seu corpo.
— Do que está falando? — Me finjo de desentendida.
— Você está pelada, sua filha da p**a. — Rosna e percebo que conseguir o efeito que queria.
— Desculpa, mas eu não tenho roupas. Você sabe disso. — Digo.
— c*****o, mas isso não é motivo para ficar mostrando a b****a, se chega alguém e ver? Enlouqueceu.
— Desculpa, eu dormi e não percebi que a camisa subiu. A minha calcinha eu te dei. — Informo mordendo os lábios e ele me prende na parede.
— Você é virgem mesmo? Ou está tentando me enlouquecer? Quantos homens você já teve, quantos enlouqueceu da forma como está tentando me enlouquecer? — Pergunta e eu percebo o ciúmes nos seus olhos.
— Você é o único e eu não estou mentindo. Quando eu me entregar, vai ver que sou virgem. — Digo mordendo os lábios.
— Se estiver mentido eu vou meter uma bala na sua cabeça. Vai lá em cima e vesti a p***a do vestido da Debora, nos vamos comprar umas roupas decentes para você. — Diz.
— Tudo bem, vou lá em cima. — Digo sorrindo e subo as escadas, visto o vestido como ele pediu e desço as escadas. — Estou pronta. — Ele me olha e diz.
— c*****o, agora eu entendi o Fera, ele mandou eu dar fim nessa p***a! — Diz bravo.
— Do que está falando?
— Desse pedaço de pano, você está pelada. Não me invente de comprar essas porras de roupa que deixa a mulher pelada. — Rosna.
— Tudo bem, eu entendi, não se preocupe. — Digo sorrindo.
Em pensamento: “Vou comprar as mais provocantes que tiver, as que te deixem passando m*l de ciúmes, só assim você vai perceber que me ama.”
Seguimos em silêncio e assim que passamos pela porta, eu olho para os meninos na entrada da casa e reconheço o Lucas.
— Lucas, tudo bem? — Questiono sorrindo. — Lucas, você está me ignorando? — Questiono.
— Qual é Orelha? Deu seu nome verdadeiro para a Rapunzel? Qual é a sua intenção. — Rafael pergunta empurrando-o.
— Che-che-chefe. Eu não sabia que ela era a mina do senhor! — Orelha diz nervosa.
— Não sou a mina dele, somos só amigos. Seu chefe é anti-amor. — Digo sorrindo e o Rafael mete uma bala na perna do Lucas. — Meu Deus! — Falo nervosa.
— Fala com ele de novo, que eu mato na sua frente. — Rosna.
— Você é louco, o que ele fez? — Pergunto.
— Você disse que consegue ver um coração no Monstro, está vendo agora? — Ele pergunta.
— Não, agora estou vendo um homem louco que está sentindo algo e não vai assumir, então ele surtar e matar pessoas. — Digo e ele sorrir.
— Ligeira na resposta. Parabéns! — Diz irônico.
— Essa é a verdade! — Digo e ele me puxa pelo braço.
— Vamos de uma vez! — Rosna e seguimos. Ele segura minha mão e as pessoas observam nossa movimentação. As pessoas se afastam, abaixam a cabeça e não encaram ele de frente, elas também evitam me olhar. Entramos em uma loja e uma mulher um pouco vulgar vem atender.
— Oi gostoso, no que posso ajudar? — Questiona.
— Bibi, eu quero que arranje umas roupas para ela. — Diz apontando para mim e a mulher me olha de cima a baixo.
— Quem é ela? — Questiona.
— Não é da sua conta, apenas amostre as roupas. — Diz.
— Tudo bem, eu entendi. — Fala abaixando a cabeça.
— Vou na boca, quando terminar ai, manda ela ligar que eu venho te buscar. — Diz.
— Vai me deixar no ninho de cobras, sozinha? — Pergunto sorrindo.
— Ninguém vai fazer nada com você. Sua máscara já caiu e eu sei que você sabe se defender. — Ele diz sorrindo.
— Sei mesmo, sou territorialista também. — Digo me aproximo dele e grudo nossa boca em um beijo de cinema, todos paralisam e olham a cena, ele não consegue resistir e quando me afasto me puxa pela cintura e tenta me beijar novamente.
— Volta aqui! — fala e eu abro um sorriso.
— As pessoas acham que você não tem coração, demonstrando desse jeito elas vão saber que é um mentiroso. — Dou um selinho nele que se afasta atordoado. Me aproximo da tal Bibi. — Então, pode me mostrar as roupas? — Pergunto.
— Vocês estão juntos tipo um casal? — Ela questiona curiosa.
— Sim, nos estamos juntos. — Informo.
— p***a, se a Danni sonhar vai enlouquecer. — Ela diz.
— Não tenho medo dela, não tenho medo de ninguém. O Rafael é meu. — Falo séria. — Vamos as roupas. — Corto-a e ele entende a minha posição. Se o tipo de mulher que o Rafael fica é igual a essa Bibi, eu sou uma princesa e ele deve me valorizar.
— A senhora não é desse morro? Eu nunca te vir aqui. Onde você morava? — Questiona.
— Copacabana. — Informo.
— O chefe foi buscar uma patricinha. — A tal Bibi sorrir.
— Também, se as mulheres do morro forem desse seu tipo, o mais certo é procurar em outro lugar. — Ironizo.
— Cuidado, que mulheres com cicatrizes no rosto deixam de ser bonitas. — Rebate a ironia.
— Mulheres que ameaçam a namorada do chefe amanhecem morta. — Rebato e ela se cala. Em silencio escolho minhas roupas e quando tudo acaba ela chama o Rafael que vem paga tudo e em um momento de distração pergunto a ele. — Rafael, se uma pessoa deixar uma cicatriz no meu rosto ou ameaçar fazer isso, você aceita? Imagine, meu rostinho com uma cicatriz. — Digo dengosa.
— Quem falou essa p***a para você, me diga que eu mando passar a máquina zero agora na cabeça. — Ele diz e a Bibi estremece.
— Ninguém, mas a Bibi estava me contando que uma mulher em uma briga por ciúmes, passou a navalha na cara da outra, eu fiquei com medo de alguém fazer algo comigo. — Falo tocando o peitoral dele.
— Essas coisas não vão acontecer contigo, vamos para casa de uma vez que estou com fome. — Rosna e me ajuda a pegar as sacolas.