MANUELA NARRANDO Sento na cama ainda olhando pra Sofia... eu ainda não acredito que eu ouvi a voz dela. Quando eu acordei, eu estava vendo tudo meio distorcido, a vontade de voltar a apagar era grande. Mas eu ouvia ela me chamando... ela dizia: “Manu, acorda... por favor, Manu, acorda, não deixa eu não”. Aquele pedido me despedaçou por dentro, e eu me forcei a abrir os olhos, e ver o sorriso dela ao me ver acordada foi a melhor coisa para mim. Sofia, mesmo sem força, me ajudou a levantar do chão. Cada “hamm”, “humm”, fazendo força para me ajudar, me tirava um sorriso, e quando finalmente eu recuperei de vez a consciência, eu fiquei extasiada em ver ela falando. Ela perguntava se eu estava bem, se eu estava com dor, e eu só conseguia responder balançando a cabeça, porque eu não queria o

