Acordei no dia seguinte com um barulho alto, como se fosse um alarme, vindo do lado de fora. Olhei em volta, procurando por um relógio, e acabei achando um em uma das mesinhas ao lado da cama. Eram oito horas em ponto. Levantei da cama e fui até a janela ver o que estava acontecendo. Do lado de fora ainda estava tudo quieto, então pensei ser apenas um alarme. As lembranças do dia anterior me atingiram como um soco no estômago. Tive vontade de me encolher em um canto e gritar o mais alto que eu pudesse, mas isso estava fora de cogitação. Eu tinha que ser forte, tinha que aguentar a barra. Não poderia me entregar. As coisas ficariam melhores em algum momento. Tinham que ficar. Olhei para o quarto onde estava. Era grande, aconchegante e totalmente estranho. Tinha uma cama de casal com uma

