O vento açoitava meu rosto violentamente, mas eu estava adorando a sensação de liberdade. Estávamos passando pelas pontes de vidro a quase duzentos por hora. Eu na minha moto, e Alex na sua. Era ainda mais fantástico quando era eu quem estava dirigindo. Fiquei com medo de montar na moto no começo, mas depois descobri ter uma grande afinidade com o veículo. Era como se meu corpo se fundisse a ela. Como se eu já soubesse pilotá-la há anos. Depois da nossa corrida, que eu ganhei, deixamos as motos na estrada de terra e fomos em direção ao lago que tinha ali perto. - Isso foi demais! – eu disse a Alex – E ainda ganhei de você. - Sorte de principiante – ele debochou. Olhei para frente, à procura do lago. Estava perto, apenas há alguns metros de onde estávamos. Olhei para Alex e dei um esba

