Capítulo XVII - Escolhas

1365 Palavras
Sónia organizou a mesa para o jantar que teria com o seu marido. Ele ainda estava decidido a seguir com o divórcio, e ela pretendia faze - lo mudar de ideia. Quando Arthur entrou na sua casa e a viu, percebeu que não poderia amar outra mulher, mas Sónia teria que mudar muito para o convencer a desistir do divórcio. - Arthur! Seja bem - vindo querido. - Olá Sónia. Obrigado. E a Linda onde está? - Ela demitiu - se e foi embora. - O quê? - Isso mesmo. Ela também está decepcionada comigo. - Eu realmente sinto muito por isso. Sei o quanto gostas dela. - Sim eu gosto muito. Mas, parece que só tenho magoado e decepcionado todos de quem gosto. - Eu estou aqui para te ouvir Sónia. O que tens para me dizer? - Eu não quero o divórcio Arthur. Não vou suportar saber que me deixaste. Que não me amas mais. - Sónia! Eu amo - te tanto como no dia em que nos conhecemos. Mas, ultimamente você tem se comportado de um jeito que me assusta. - Eu não entendi. - Você mudou Sónia. Desde o nascimento dos meninos. Sempre foste uma mãe distante, e quando eles cresceram você se tornou autoritária e fria. O que aconteceu? Onde está a Sónia doce e carinhosa que me conquistou? Sabes há quanto tempo não te vejo sorrir? - Eu sinto muito meu amor. Devia ter confiado mais em você para partilhar o que passei. Eu realmente te decepcionei muito não foi? - Sim Sónia. Mas não te amo menos. Só estou cansado. Muito cansado. - Eu sei. E os meninos me odeiam por isso. Porque sou uma mãe horrível e preconceituosa. - Eles não te odeiam. Mas, estão muito magoados. Principalmente o Damon. Você partiu o coração dele naquela noite. - Eu sei. E nem imaginas como me arrependo. Eu os quero de volta Arthur. O que faço? - Tens que fazer algumas escolhas Sónia. E desta vez sem retornos. Ou nos vais perder a todos para sempre. - Eu estou disposta a fazer o que for necessário. Não quero ver os meus filhos infelizes e magoados comigo para sempre. - Eu acredito que não queres mesmo. Então prove Sónia. Prove para nós que realmente te arrependes e queres te redimir, e só assim seremos novamente uma família. - Está bem. Farei tudo isso. Vamos jantar agora? - Está bem. Em seguida vou embora. Tentarei falar com a Linda. Se nos convenceres que estas arrependida, eu peço para ela voltar. Após Arthur ir embora, Sónia chamou António que era o seu chefe de segurança. - Pois não Senhora Salvatore? - António eu quero que você descubra a morada de Zilena Sandoval. Ela trabalha com o Damon. Preciso desta informação até amanhã. - Sim Senhora. Licença. Sónia Salvatore estava decidida a provar a sua mudança. Começaria por fazer uma visita à Zilena. Ela era a mulher que o seu filho escolheu e não havia nada a ser feito em relação à isso. Zilena não era de una família de grande prestígio, mas o seu pai era conhecido como o melhor Chef da Cidade. Porque razão ela iria correr atrás de alguém por dinheiro? Por outro lado, estava tudo organizado para o churrasco na beira da piscina. Rosa tinha organizado tudo e Zilena estava ansiosa para o seu primeiro mergulho na piscina da sua casa. - Bom dia Mamãe. - Bom dia querida. Hoje o dia está tão lindo. E até decidi que vou mesmo dar um mergulho. - É uma ideia óptima mamãe. E a senhora nada tão bem. - Obrigada querida. A campainha tocou e entraram Maria Rita e Ruca. Após as saudações eles foram ao jardim onde estava posta uma linda mesa para o pequeno-almoço. Dalila também chegou com a sua família e o movimento começou. As crianças foram brincar depois de comerem e então chegaram Damon, Dean e Arthur Salvatore o pai deles. As apresentações foram feitas e ele pediu para conversar em particular com Zilena. Durante uma hora eles falaram e Arthur foi muito honesto dizendo que a receberia de braços abertos como sua nora. - Muito Obrigada Arthur. Eu amo demais o Damon e não o quero ver longe da mãe. - Eu sei que não. Mas, foi ela quem nos afastou. E terá que lutar para nos ter de volta. - Eu entendo. Vamos à piscina? Hoje é dia de festa. - Está tudo bem amor?...- Damon perguntou quando a viu. - Tudo óptimo. O teu pai é um homem admirável. Estavam todos à conviver quando a campainha tocou novamente. - Licença Senhora Zilena. Tem uma visita. - Quem é Márcia? - A Senhora Sónia Salvatore. Damon levantou - se ao ouvir o nome da sua mãe. - Calma meu amor. Eu vou falar com ela está bem? - Eu sei bem o que ela quer. Vou com você. - Não amor. Está tudo bem. Deixe - me ir sozinha por favor. - Filho! Confie na Zilena. Deixe - a falar a sós com a tua mãe. - Está bem. Se passar de meia - hora eu vou entrar. Zilena sorriu para ele e entrou em casa. Sónia a esperava e levantou-se quando a viu. - Senhora Sónia. Bom dia. - Bom dia Zilena. Me desculpe por vir sem avisar. - Não se preocupe. Sente - se por favor. Bebe alguma coisa? - Água natural por favor. - Rosa! Traga duas águas por favor. A minha com gelo. - Sim Senhora. - Em que posso ajudar a Senhora? - Bem! Eu agradeço por me receberes depois da forma horrível como te tratei. Eu vim me desculpar Zilena. Rosa deixou a água e retirou - se em silêncio. - A Senhora veio pedir desculpas? É isso mesmo? - Sim. Fui muito injusta com você. Eu te julguei tendo como base as palavras de uma mulher ressentida como a Maria Paula e isto foi muito errado. - Errado!? A Senhora me hunilhou. Me chamou de interesseira e amante do seu filho. Achou que ele terminou com aquela mulher porque tinha um caso comigo. Isto não foi só errado. Foi baixo e desnecessário. - Eu sei. Eu sei e estou a pagar por isso. Os meus filhos não falam comigo e nem sequer olham para mim. O meu marido pediu o divórcio e minha única e leal amiga também foi embora. Eu estou literalmente sozinha. - E a Senhora também vai me acusar por isso? - Não. Claro que não. A única culpada sou eu. Talvez seja tarde, mas eu percebi que você é uma mulher digna, inteligente, forte e deteminada. Você ama o homem que o Dean é. E o fazes feliz. - A Senhora está certa. É tarde denais. Eu agradeço que tenha vindo se desculpar Senhora Sónia. Mas, antes de dizer se a posso perdoar, preciso pensar. - Tudo bem. Eu entendo. Vou - me embora. Não quero mais tomar o seu tempo. - Mamãe! A Senhora veio humilhar a Zilena outra vez?....- Damon entrou na sala surpreendendo as duas. - Damon! Não filho. Eu só vim conversar. E já estou de saída. - Então vá. Não és bem - vinda aqui. - Já chega Damon. Deixe - a ir está ben? - Adeus Zilena. Obrigada por me ouvires. Sónia foi embora e Zilena abraçou Damon para o acalmar. - Está tudo bem querido. Não te esqueças que ela é a tua mãe. - Isso não lhe dá o direito de te humilhar. - Claro que não. Mas eu sei me defender. Ela está a sentir o peso das suas escolhas erradas. - É mesmo? - Sim. Ela terá que ser mais humilde se realmente deseja ser perdoada. Vamos agora aproveitar o nosso dia está bem?. Voltaram ao grupo e o resto do dia correu sem problemas. Enquanto Sónia fazia o possível para se redimir e reconciliar com a sua família, Maria Paula preparava - se para atacar. Ela queria Zilena fora do seu caminho. Mesmo que não ficasse com Damon, queria vingar - se pela forma como Zilena a tratou quando estava com os Musadi. O que essa mulher ressentida vai fazer contra Zilena?
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