Capítulo XIX - Condenada

837 Palavras
Maria Paula foi levada ao tribunal. Estava sentada na cadeira como ré e esperava pela hora em que seria condenada. A sala não estava muito cheia. Além das Famílias Sandoval e Salvatore, apenas Ruca, Ana Rita e Dalila estavam presentes. Maria Paula percebeu que estava sozinha. Os seus pais não estavam lá nem outra pessoa que ela conhecia. - A minha família não foi avisada Doutora?....- Ela perguntou à sua advogada. - Eu mesma os avisei pessoalmente. Mas a sua mãe mandou dizer que tem apenas uma filha e o nome dela é Maria Cecília. - O quê!?Ela disse que... - Disse que deixou de ter uma filha mais velha. Eu sinto muito. Foi anunciada a entrada do juíz e tiveram que parar de falar. O julgamento começou e Maria Paula percebeu que a sua situação era muito pior do que imaginava. O segurança da empresa também testemunhou contra ela, e também os agentes que a encontraram com a arma na mão. Depois de todos serem ouvidos, incluindo Zilena, foi feito um intervalo de uma hora. No regresso, Zilena ouviu aquelas que foram as melhores palavras da sua vida. Maria Paula foi condenada à 25 anos de prisão e não teria direito à liberdade condicional. Ela chorou, mas as suas lágrimas chegaram tarde demais. - Me perdoe Damon. Por Favor me perdoe. Eu não queria. Damon. Por favor. Maria Paula foi levada e foi a última vez em que Zilena a viu Respirando fundo e de mãos dadas com Damon, Zilena saiu do tribunal rumo ao recomeço da sua vida. Mal ela sabia que ainda teria muitas surpresas à sua espera. *******Um Ano Depois********** Zilena olhou para a sua imagem no espelho e sorriu. Teria um jantar com Damon para celebrar o seu primeiro aniversário de namoro. Ela insistiu, mas Damon não revelou nem mesmo a menor pista do lugar para onde a levaria. Ela desceu e Ermelinda sorriu. - Nossa Senhora Zilena. Você está deslumbrante.   - Obrigada Ermelinda. O Damon vai chegar a qualquer momento. E ele chegou exactamente na hora certa. E quando a viu ficou alguns segundos sem dizer nada. - Zilena! Você está absolutamente linda. - Obrigada meu amor. Ainda não vais me dizer para onde me levas? - Não. Se eu contar agora posso estragar a surpresa. - Tudo bem. Eu não vou mais insistir. - Seja paciente meu amor. Em breve tudo vai acabar e será maravilhoso. Eu prometo. Zilena sorriu e ligou o rádio. Tocava uma linda música e ela a marcou como sendo sua e de Damon. Seria a música que representaria o amor que sentiam.  - Esta será a nosda música agora...- Zilena falou e Damon sorriu para ela. - É linda meu amor. E representa tudo o que sentimos. Literalmente. - Por isso a escolhi. O carro parou 5 minutos depois e o motorista abriu a porta para Zilena. - Obrigada. Damon juntou - se a ela e passaram por uma espécie de Ponte. Zilena percebeu que estavam perto do mar porque sentiu a brisa e o cheiro da água salgada. Caminharam mais um pouco e num lugar afastado estava uma mesa posta para duas pessoas.  - Chegamos. Feliz aniversário de namoro meu amor. - Damon! Você é incrível. - Eu sei...- Ele riu. Vamos sentar? Este jantar é apenas a primeira surpresa da noite. - Assim vou ficar m*l acostumada. - Eu só desejo dar tudo o que merece meu amor. Damon fez um sinal e surgiram dois garçons. Eles serviram as entradas e o vinhoz retirando - se em silêncio. Zilena comeu e reconheceu o toque de seu pai. - Tudo bem querida? - Sim. Por acaso foi o meu pai quem preparou estes pratos? - Sim. Foi ele mesmo. - Nossa Damon. Nem imaginas como estou feliz agora. - Meu amor o teu pai é o melhor Chef da cidade. Acho que não há ninguém na Cidade que ainda não provou a comida dele. - Verdade. Mas vamos com calma está bem? Preciso de manter a linha. Eles comeram e conversaram. Em seguida Zilena teve a sua segunda surpresa. Damon colocou a mão no bolso e quando a abriu nela havia duas alianças de ouro. - Damon! O que é isso? - Isto é apenas um sinal do amor que sinto por você. Eu usarei a que tem o seu nome e você usará a que tem o meu. Assim não haverá dúvidas Zilena. Eu serei teu para sempre. Sempre.  - São lindos meu amor. Damon colocou o anel no dedo de Zilena e ela fez o mesmo com ele. Trocaram um beijo apaixonado e decidiram caninhar descalços pela areia. - Um dia traremos os nossos filhos aqui...- Ele disse. - Claro que sim meu amor. E com certeza eles vão ter muitas boas lembranças para contar aos nossos netos. Zilena olhou para a magnitude da lua cheia e fez um pedido. Um pedido único, forte e especial que estava prestes a se ralizar. Um pedido de felicidade eterna.
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