Meio tonta, com uma mão sob o lado esquerdo do peito, apertando o tecido da camisa como se apertasse o próprio coração, Alana cambaleou para trás, esbarrando em alguns instrumentos musicais. Só percebeu que chorava quando seus soluços se tornaram altos demais, e sua visão turva demais para que pudesse ver a expressão de dor na face de Ian ao vê-la chorar. — Acabou... — não passou de um murmúrio, baixo, mas que não escapou aos ouvidos do rapaz que imediatamente empalideceu... — Alana... — Não. — ela o interrompeu, balançando a cabeça negativamente. — Não diga mais nada... — pediu numa suplica baixa, enquanto erguia os olhos cheios de lágrimas para encará-lo. — Acabou... Apertou com mais força o lado esquerdo do peito. Como doía. Como doía ter de dizer aquilo, ter de dizer...

