CAPÍTULO QUATRO-3

2464 Palavras

Os olhos fervem-me, quando, da neblina, surge a ponte metálica que junta as duas partes da minha aldeia. Brilha com os pingos de orvalho, chamando por mim. O meu peito ressoa e palpita o mais depressa que consegue ao vê-la. Relembra-me de John, meu falecido mestre. Não deixo que nenhuma gota me fuja da boca, enquanto me levanto. Caminho na sua direção. À parte do cinzento baço que a cobre, é espantosa. Cada pedaço de metal funde-se na perfeição com as nuvens acinzentadas que cobrem o terreno. Mas, ainda assim, mantém-se destacada, como se de um farol se tratasse. Não sei porque o sinto, mas ela chama por mim. Todo aquele metal retina-me nos ouvidos, direto para o meu peito, para o meu sentido energético. Balanço ao som do chocalhar da água e dou por mim a pisar a ponte. As mãos roçam no m

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