Tate A luz do dia entrou pelas cortinas entreabertas, invadindo o quarto com uma suavidade que eu não lembrava de ter sentido nos últimos dias. A dor em meu corpo ainda estava lá, persistente e incômoda, mas algo havia mudado. Não era tão esmagadora. Eu me virei devagar na cama, sentindo o cheiro sutil de lençóis limpos misturado com algo mais... amadeirado, forte. Um aroma que reconheci imediatamente: Hades. A lembrança do que aconteceu voltou como uma enxurrada, me deixando atordoada. Eu no porão. O frio. A febre. E depois, a imagem de Hades segurando a colher diante de mim, insistindo para que eu comesse. A preocupação em seu rosto, embora mínima, era real. Eu ainda não sabia como processar isso. Sentia que ele estava sendo apenas corroído pelo sentimento de culpa, mas não podia ter

