Sérgio Ando pela rua deserta olhando em volta, segurando o bolo de aniversário do meu pimpolho. Me recordando de todo o bem que aquele homem fez por mim e a minha família, até o meu nome ele limpou na prisão, foi como se nunca tivesse sido preso. Alegro-me a pensar que depois de um ano, hoje em dia tenho a minha própria casinha, é um pouco longe do trabalho, porém é uma moradia que eu podia pagar com o esforço do meu salário, em dez anos estaria completamente paga. Ao caminhar tento pegar o celular e equilibra-lo junto com o bolo, no entanto acabo deixando o aparelho cair no chão. _ Droga! Abaixo pra pegá-lo, foi quando vejo um par de tênis preto pisando nele, todos os pelos da minha nunca ficaram eriçados, sabendo fielmente de quem pertencia aquele calçado. _ Camilo. Tento me erguer

