Luanne...
Logo depois de deixar Tati na entrada da faculdade,segui direto pro hospital.
Hoje seria um dia tranquilo ou assim eu esperava. Não teria plantão,e os brothers não marcaram nenhum rolê,resolveram deixar pro fim de semana.
Mal atravessei a porta de entrada do hospital e já foram me entregando alguns prontuários. Uns mais chatos que os outros,mas teve um que chamou muito a minha atenção.
Como e porque alguém prenderia o próprio pênis em uma garrafa? Perguntei a mim mesma enquanto lia o prontuário do paciente. Mas é claro que eu não iria perguntar isso diretamente a ele, prefiro deixar que a minha imaginação fértil me proporcione uma resposta convincente.
-- E aí Anne? Como tá indo o seu dia?__ eu havia terminado de me jogar no sofá da sala dos cirurgiões.
-- Carlos? Pensei que você não viria na parte da manhã hoje?__perguntei ainda imóvel no sofá.
-- Resolvi deixar essa folga pro fim de semana__assenti já entendendo tudo__ Você ainda não respondeu,como está indo o seu dia?__perguntou sorrindo, filho da mãe,tenho certeza que ele já sabe tudo o que se há pra saber.
-- Diferente do que eu estava esperando,está sendo uma m***a atrás da outra__falei suspirando e me sentei uma pessoa civilizada__ Acabei de sair de uma cirurgia com uma cara que tinha uma barra de ferro atravessada no peito. O cara deu a maior sorte do mundo,se a barra tivesse atingido,5 cm pra direita,teria pego o coração e ele não estaria mais entre a gente__fiz um breve resumo pra ele,que apenas ouviu tudo atentamente.
-- O que acha de irmos tomar alguma coisa depois do expediente?__perguntou sorrindo__ Não aceito não como resposta, pois sei que você não tem plantão hoje__mais é claro que ele sabe.
-- Anda vigiando os meus horários Dr. Gutierrez?__sorri e ele ficou envergonhado,ponto pra mim.
-- Eu não seria capaz de uma coisa dessas Dra. Fernandes__se saiu bem,mas já havia entregue os pontos,então não adiantou muita coisa.
-- Acho que não...mas também não posso sair com você hoje__me olhou sem entender__ Eu não tenho plantão,mas você tem,e médico bêbado em cirurgia é pior que bêbado no volante__falei rindo da cara dele.
-- Você tem razão.
-- Eu sempre tenho.
-- Mas não pense que vão escapar,ainda vamos marcar algo pra fazermos juntos.
-- Com certeza vamos__falei saindo,pois meu bip estava tocando.
(...)
Já em casa, fui pro meu quarto tomar um banho,do qual eu estava precisando.
Sai do banheiro depois de longos trinta minutos,vesti uma roupa bem leve,voltei pra sala e me joguei sobre o sofá ligando a tv e colocando em uma programação qualquer, enquanto checava minhas mensagens no grupo da farra,o qual não estava tão animado como o de costume.
Passados uma hora ou duas,Tati chegou com algumas sacolas ,e depois de uma pequena discussão porque ela não trouxe o meu iogurte. No fim da discussão,ela subiu pro andar de cima e eu fui atrás do meu bebê precioso.
Onde já se viu,saber que eu praticamente vivo a base de iogurte e ainda ter a cara de p*u de vir me dizer que o esqueceu? Eu não aguento isso não.
Voltei do mercado encontrando a monstra que eu chamo de irmã se jogando no sofá.
É só uma bebida,não precisa chamá-la de monstra por isso.
Fica quieto,não é só uma bebida, é o meu iogurte,e eu o amo tanto quanto a vodka.
Passei por ela deixando o m claro que o iogurte era meu,e o guardei na geladeira,me direcionando de volta pra sala em seguida. Não era muito tarde,ao menos não pra mim,não passava das nove da noite e eu estava de fato muito entediada s nada pra fazer.
-- Vou precisar do carro__disse depois de alguns minutos__ O de estão as chaves?
-- Estão comigo__falei erguendo as mesmas na mão__ Onde você vai?
-- Vou dar uma volta,tchau__falou pegando as chaves e seguindo em direção a garagem__ LUANNE!!!__gritou entrando novamente em casa logo em seguida__ COMO VOU SAIR SE O CARRO ESTA PRATICAMENTE SEM GASOLINA?!!__continuou gritando mesmo já estando bem na minha frente. Quase fiquei s***a com os gritos.
Tatiane...
Eu vou m***r esse traste que eu sou obrigada a chamar de irmã, ela melhor do ninguém deveria manter a m***a do carro abastecido, nunca sabemos quando uma emergência poderá surgir.
-- Calma aí maninha, tem um posto aqui perto,você pode abastecê-lo rapidinho__disse sorrindo toda largada no sofá me olhando.
Eu vou m***r ela e enterrar o corpo no quintal. Que ódio!
-- Quem vive desfilando por aí na m***a do carro é VOCÊ!! Então quem deveria mantê-lo abastecido também é VOCÊ!!__não falei,mas sim berrei aos quatro ventos,enquanto pegava o cartão de crédito dela e sai logo seguida entrando no carro com a filha da mãe bem atrás de mim.
Não me lembro de ter convidado.
Não vou falar nada,ela é s*******o mesmo.
Assim que abasteci o carro,segui pra uma lanchonete não muito longe dali,já que não havia comido nada e não tava muito afim de cozinhar, e duvido que a viciada em pizza,bebida alcoólica e iogurte vá querer. Então apenas segui caminho sem nem pedir opinião. Parei no estacionamento e entramos no estabelecimento, fizemos nossos pedidos e fomos pra uma mesa ao fundo do lado da janela. Não demorou muito,e os pedidos foram entregues.
-- Aí me belisca que eu to sonhando!__Luanne exclamou com olhar fixo em um ponto.
-- O que maluca?__disse seguindo seu olhar,e ficando surpresa aí ver quem ela tanto olhava__Ham...
-- Que deus grego... Você conhece?__perguntou praticamente babando em cima do cara.
-- Foi ele quem eu entrevistou está manhã__falei voltando meu olhar pra ela,e gargalhando logo em seguida,o que fez a mesma me olhar sem entender nada.
-- O que foi criatura?__ela estava muito engraçada,por causa do bigode causado pelo capuccino. Falei pra ela,que o limpou logo em seguida,mas ainda comendo o cara com os olhos.
Poucos minutos depois, sai da lanchonete dizendo pra Lu que iria tomar um ar.
Andei até a praça, onde me sentei em um dos bancos e fiquei observando o movimento das pessoas,até alguém se sentar ao meu lado me chamando de imediato a atenção.
-- Boa noite__disse sem tirar o olhar da minha pessoa nem por um instante.
O cumprimentei de volta, e entramos em uma conversa descontraída por algum tempo,até eu me levantar e dizer que já estava já indo embora.
-- Tenho uma proposta pra te fazer__disse ainda me olhando, prendendo a minha atenção.
-- E que proposta seria essa Sr. Ruiz Palácios?__fiquei surpresa pelo o que ele disse,não esperava algo do tipo.
-- Por favor,me chame de Eduardo__pediu e eu apenas assenti,pra que ele pudesse continuar__ Pois bem,quero te oferecer um estágio em minha empresa,como minha advogada pessoa... Sei que você acabou de se formar e estou disposto a te dar a oportunidade que você vai precisar ora demonstrar o seu potencial__me encarou, o que me deixou aimda mais nervosa do que eu já estava. Eu acabei de conhecê-lo e ele me vem com uma proposta quase que irrecusável dessas? Tem alguma coisa errada,tem que ter__ E então? Você aceita?
-- Posso pensar?__perguntei depois de alguns minutos em silêncio e ele assentiu__ Te dou a resposta assim que a tiver.