BONITÃO Tenho fama de bonitão na garagem onde trabalho no turno da noite fazendo a linha Zona Norte-Centro, e vou contar como cømi duas passageiras dentro do próprio ônibus, no terminal fechado. Era uma sexta-feira, fim de expediente, quase meia-noite. O ônibus estava vazio, só eu dirigindo de volta pro terminal. Na última parada antes do ponto final, entra duas mulheres na casa dos 30 anos, uma morena com um vestido colado e uma loira de blusa e shorts curtos. Já tinha visto elas outras vezes, sempre rindo e me olhando de um jeito sacäna. — É a última corrida, moças — avisei, enquanto elas passavam a catraca. — A gente sabe — a morena respondeu, mordendo o lábio. — Por isso que a gente entrou. A loira sentou no banço logo atrás de mim e colocou a mão no meu ombro. — Não dá pra fec

