DAMON FOX “Você é minha, Maia”. Desde que essas palavras saíram de forma inconsciente da minha boca, meus olhos não cedem ao sono. A exaustão que sinto após tomar tudo o que podia da florista parece esmaecer diante do meu próprio choque. Nunca fui adepto ao sentimento de posse de uma pessoa pela outra. Meu avô sempre nos tratou assim e o meu pai o fez com minha mãe. Nunca foi agradável. Nunca foi adequado e muito menos jamais nos fez bem. Eu nunca testemunhei um sentimento de posse que tenha sido efetivamente bom e justo por isso jamais entregaria minha vida a outra pessoa. Contudo, o fato de ter saído de forma inconsciente não muda minha óbvia vontade em dizer aquilo. Não é como se eu fosse o meu avô ou como se fosse sujeitar Maia a situações que apenas as mulheres Fox conhecem

