CAPÍTULO 39

1963 Palavras

MAIA SOLIS Quando eu assistia filmes de ação sempre critiquei aquele personagens que congelava quando está a na iminência de ser atingido, por uma bala, um carro ou até mesmo um trem. Sempre teci duras críticas aquele segundo de paralisia e dizia "corre!". "Reaja"! Queria que o personagem fizesse qualquer coisa, mas que não desaparecesse da tela por um besteira. Que não congelasse pelo medo. Afinal, era o medo maior e mais poderoso que o instinto de sobrevivência? Há um dia atrás eu diria que não. Mas os últimos segundos me deram exatamente aquele sentimento de congelamento. Eu ouvi os sons, senti alguns toques em minhas mãos, mas eles não conseguiam penetrar o bloco de gelo que me paralisou como uma casca de proteção. O dia passou como se outra pessoa o tivesse vivido. Aliás, minh

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