MAIA SOLIS Chego em casa e o aroma de tortillas inunda o ar. O jantar está servido e tia Lúcia parece querer aparentar normalidade. Alejandra e eu não falamos nada, apenas nos lavamos e sentamos, apesar de minha vontade seja subir e chorar longe dos seus olhos. Eu não deveria fazê-la sofrer assim. — O aroma está delicioso, tia. — Alejandra afirma, tentando fazê-la se manifestar. — Sim está. Agora, me admira você estar aqui sem ter medo de um policial nas suas costas. Pretende nos contar como resolveram as coisas? Tia Lúcia nos surpreende começando o assunto por onde menos imaginávamos. Alejandra e eu nos encaramos e eu suspiro aliviada, pois se começar a falar, começo a chorar em um fluxo interminável. Deus sabe que eu queria muito mesmo enganar meus sentidos com uma boa dose d

