SAMUEL
Depois que Sebastian foi embora, concentrei-me completamente no trabalho e parei de pensar naquela garota que me deixava e******o.
Porque sim, toda vez que penso nela, fico duro só de imaginá-la.
Então, é melhor ocupar meu tempo com coisas mais produtivas e depois buscar alguma mulher que tire meu desejo para parar de pensar naquela garota.
Mas minha concentração é interrompida quando sinto meu telefone vibrar com ímpeto e não consigo me concentrar.
Pego-o em minhas mãos e vejo que é minha irmã, que já me deixa com dor de cabeça só de ler o nome dela na tela.
O que essa garota quer agora?
Com um suspiro cansado, desbloqueio meu telefone e vejo a mensagem.
"Vou fazer uma pequena reunião com alguns amigos. Não se preocupe, não será nada exagerado. Beijos!!!"
Suspiro novamente e massageio a testa, pois, sinceramente, não sei como tive a ideia de convidá-la para passar as férias comigo, ou melhor, na minha casa.
"Tudo bem, mas não quero estragos. Por favor."
Peço quase suplicando, embora ela não leia dessa forma.
"Sim, não se preocupe. Amanda estará cuidando de tudo para que nada de r**m aconteça."
Ela responde, e algo em mim se agita. Não sei por que essa mulher me deixa assim.
"Ok, precisam de algo? Voltarei à noite, se precisarem de alguma coisa me mandem mensagem, e eu levarei."
Respondo assim que me recupero dos meus pensamentos inapropriados
"Não, mas se precisarmos de algo, aviso por mensagem. Estou fabulosa."
Ela escreve junto de uma foto dela com um maiô que combina com a cor dos seus olhos. Ela é igual nossa mãe em todos os sentidos, mas mais mimada.
Uma atitude que nossos pais tentaram modificar sem sucesso. Eu disse a eles que era tarde demais para fazer isso; eles deveriam ter feito quando ela ainda era pequena, assim ela teria crescido de maneira diferente, talvez mais madura e menos mimada.
Não é que agora seja tarde demais, mas ela já tem 20 anos; é algo difícil de mudar quando já se tem a idade necessária para fazer o que quiser.
"Linda, pequena Kate. Nos vemos em breve."
Preciso dizer isso a ela, mesmo que seja por mensagem. Ela é muito pretensiosa e adora ouvir que está linda e maravilhosa. Não são mentiras, mas é cansativo ter que dizer isso sempre.
Qual é a necessidade de ter que ouvir os outros dizendo que está linda?
A verdade é que não entendo e também não tenho ânimo ou vontade de entender.
E como sei que, se não responder do jeito que ela quer, vou receber um milhão de mensagens dela, é melhor escrever o que ela quer ler.
Isso me faz pensar em Amanda; ela é completamente diferente, diferente em todos os sentidos.
Ela é linda, mas não demonstra a cada cinco minutos. Na verdade, acho que ela mesma não percebe todo o potencial que tem ou como ela atrai os homens de forma tão desinteressada, inclusive idiotas como eu.
Saio dos meus pensamentos quando meu telefone avisa de outra mensagem, inclusive, a qual faz minha respiração ficar presa e soltar um grunhido baixo.
Droga!
Amanda, a melhor amiga da minha irmã, usando um maiô que lhe cai fantasticamente bem e se ajusta às curvas deliciosas que tive o privilégio de tocar não faz muito tempo.
Eu seguro o telefone mais forte do que esperava, vejo a imagem uma e outra vez e não consigo evitar xingar novamente.
Isso é uma tortura completa.
Samuel, entenda, ela é uma mulher fora dos seus limites. Primeiro, é mais jovem que você. Segundo, duvido que ela goste das mesmas coisas que você ― pervertidas ― e terceiro, ela é a melhor amiga da sua irmã, que nos mataria se soubesse que aconteceu algo entre nós.
Eu insisto, não sei o que Amanda vê na minha irmã; elas são tão diferentes.
Meus olhos não desviam da imagem, e não consigo evitar lembrar do momento em que a vi pela primeira vez depois de tantos anos; eu não prestava atenção nela porque naquela época ela tinha apenas 16 anos, a última vez que a vi.
Mas agora, depois de quatro anos, é impossível negar que algo está acontecendo comigo em relação a ela, um desejo único, uma fome voraz de tê-la comigo, sob o meu corpo, sucumbindo aos prazeres carnais que eu poderia oferecer.
Sei que é errado, que é horrivelmente r**m eu pensar assim dela, mas, droga, ela se tornou uma mulher que só provoca em mim o desejo de devorá-la de mil maneiras.
Além disso, ela é a mulher mais bonita que já vi na vida e olha que já passaram várias mulheres pelas minhas mãos nos últimos 25 anos, talvez até mais.
Seu sorriso na imagem faz seus lábios parecerem deliciosos, deixando-me com vontade de experimentá-los; aquele r**o de cavalo só me faz ter pensamentos de eu a pegando de quatro enquanto a penetro sem piedade e puxo seu cabelo em direção a mim.
Caramba! Agora estou com uma ereção pior do que antes.
O jantar que tivemos, onde tive a passageira ideia de deixá-la bêbada para possuí-la ali mesmo, a conversa na cozinha onde só queria penetrá-la na ilha até que ficasse sem voz gritando meu nome, ou a noite na boate, onde poderia ter feito tudo o que queria e mais. Tudo isso vem à minha mente fazendo com que meu desejo por ela cresça a níveis extraordinários, até mesmo para mim.
Mas é impossível negar o corpo incrível que ela tem, uns s***s estonteantes que fariam qualquer homem sucumbir, ou uma b***a de passarela, porque diabos, eu poderia muito bem comer a b***a dela com o quão boa ela é.
E sim, tudo o que eu quero é satisfazer meu desejo com ela, mas não posso, minha maldita moral ou o pouco que me resta, me proíbe, me faz manter distância de Amanda, o mais longe possível para não cometer uma estupidez e transformá-la em mais uma das mulheres que passam pela minha cama.
Porque eu a conheça há anos; ela é a melhor amiga da minha irmã, e isso significaria que eu só a estaria usando para meu benefício próprio e depois a deixaria como faço com todas, e isso é o que me impede de fazer o que eu quero... só isso.
Vejo a porta do meu escritório se abrir e por ela passar uma morena com curvas espetaculares, mas feitas à mão, porque nada dessa mulher é real e eu pude comprovar.
― Jessica, o que você está fazendo aqui? E por que entra sem ser anunciada? ― pergunto, deixando meu telefone de lado depois de bloqueá-lo.
Ela se aproxima de mim com sensualidade, algo que antes teria me provocado, mas que agora... aparentemente não tem o mesmo efeito.
― Vim te ver, já faz dias que não sei de você e queria saber como você está ― ela responde da forma mais simples, se aproximando de onde estou.
Eu cruzo os braços e a observo atentamente, ela tem coragem mesmo de vir ao meu local de trabalho por causa dessa estupidez.
― Estou ocupado, se não sabe de mim é por isso. Além disso, não preciso te dar explicações ― digo, um pouco irritado, nem aos meus pais eu dava explicações na época em que era jovem e não farei isso com ela.
― Eu sei, querido, e não estou pedindo nada, só queria saber como você está ― ela diz e eu balanço a cabeça negativamente.
― Já me viu, estou bem. Agora você pode ir embora ― digo e aponto para a porta para que ela entenda minha indireta muito direta, mas ela não entende.
Deus, me dê paciência...
Contrariando o que eu quero que ela faça, ela se aproxima mais de mim, se ajoelha e percebe minha semi-ereção, e não, não é por causa dela que eu estou assim, embora ela pense que sim.
― Deixe que eu cuide disso, bebê, e depois eu vou embora por onde vim ― ela solta, em seguida abre meu zíper e tira meu pênis ereto.
Apesar de não estar em total plenitude, ele parece orgulhosamente grosso e grande, fazendo com que Jessica lamba os lábios como a gulosa que ela é.
E sem esperar mais, ela o coloca todo na boca, chupa como a profissional que é, me estimula até certo ponto, que realmente me faz aproveitar, mas ao olhá-la, tudo vai por água abaixo, porque não é ela quem eu gostaria que estivesse me fazendo um boquete agora.
― Droga! ― eu jogo a cabeça para trás e fecho os olhos, imaginando certos cabelos loiros que me enlouquecem.
Eu seguro sua cabeça e dito o ritmo, sou bruto e um pouco selvagem, ouço seus engasgos e como ela se agarra aos meus músculos com suas mãos e unhas.
Mas ela não reclama, eu deixo que ela chupe da maneira que quero.
Me perco nela, solto grunhidos de satisfação, a imagino engolindo tudo, brincando com a língua, chupando como uma prostituta enquanto penso como suas calcinhas ficam molhadas.
Sua boca deve ter um sabor delicioso que eu adoraria experimentar e me perder nela; tenho certeza de que deve ser tão doce quanto ela.
Abro os olhos de repente quando meu telefone começa a tocar novamente, então acelero minhas investidas na boca de Jessica e acabo derramando meu sêmen depois de alguns segundos, fazendo-a engasgar com a quantidade que expulsei. Uau, isso foi... intenso.
Ela cai no chão quando se afasta de mim. Pego o telefone e atendo como se nada tivesse acontecido.
― Samuel Stoll, com quem eu tenho o prazer de falar? ― digo, porque não faço ideia de quem seja.
Escuto atentamente a outra pessoa e assinto no final.
― Ok, vou em alguns minutos ― digo, encerro a ligação e arrumo minha roupa.
Vejo Jessica se levantar e ir ao banheiro que tenho no meu escritório. Às vezes, passo mais tempo aqui do que em casa, por isso tenho todo tipo de conforto.
O trabalho me consome, ou deixo que ele faça isso, tanto faz. Não tenho ninguém me esperando em casa.
― Vá embora ― digo assim que ela sai do banheiro.
― Quando você vai me visitar? ― ela pergunta esperançosa após o que aconteceu, mas não, para mim, isso foi o fim.
― Não irei mais ― respondo com dureza.
― Como... como você pode dizer isso? ― ela pergunta surpresa, e eu reviro os olhos. Por que isso sempre acontece?
― Não preciso mais de você. O que tínhamos era apenas sexo, e aparentemente você confundiu tudo. Então, o que tínhamos, o acordo? Acabou. Você pode ir embora ― eu digo sem olhá-la. Estou terminando de me arrumar para ir a algo mais importante.
― Não, você não pode fazer isso comigo. Estamos juntos há meses. Você não pode me abandonar assim como se nada tivesse acontecido! ― ela grita histérica, e não estou aqui para isso.
― O problema é seu, se você não quer aceitar. Para mim, foi só desejo s****l, o qual já se apagou, e você não me interessa mais. Então, faça o favor de sair do meu escritório e não voltar mais aqui ― digo entre dentes, mas ela balança a cabeça negativamente e começa a chorar. Não gosto de p***a de dramas.
― Susana! ― chamei minha secretária, que veio imediatamente. ― Tire Jessica daqui, ela está proibida de colocar os pés no prédio novamente e entrar no meu escritório ― digo, pego minhas coisas, meu casaco e meu telefone para ir para a sala de reuniões onde estão me esperando.
― Não! Você não pode fazer isso comigo, Samuel! ― ouço ela gritar desesperada, como se isso fosse mudar minha decisão.
Eu não a quero mais, não a amo. Foi divertido enquanto durou, mas nos últimos tempos ficou muito tóxica, sufocante, ciumenta e possessiva, como se eu fosse seu namorado ou algo assim. Ela começou a tomar liberdades que não deveria, tanto no meu local de trabalho quanto na minha vida. Então, não tenho interesse em continuar algo que não é mais satisfatório e que se tornou uma dor de cabeça.
Saio rapidamente, sem parar para pensar se o que fiz está certo ou errado.
Embora, sejamos honestos, desde o começo ela sabia das condições e se não as respeita agora, é problema dela e não meu.
Entro no elevador, e antes que as portas se fechem, vejo ela correndo em minha direção como uma maníaca.
Diabos, me livrei dessa!