Capítulo 2

1438 Palavras
AMANDA Vejo como entre os dois começa uma conversa à qual não quero me juntar, porque ainda não me sinto segura do tom da minha voz, mas como nada sai como eu quero, ambos decidem me incluir. ― E o que vocês têm planejado para os próximos dias? Alguma festa? ― Samuel solta, enrolando a toalha em sua cintura, cobrindo sua maravilhosa "joia" dos meus olhos. O que agradeço, porque não consigo me concentrar assim, embora ele sentado na minha frente com o torso desnudo também não ajude. ― Sim! Tem um par de festivais de música que vão acontecer nas próximas semanas e eu estava pensando em ir ― Kate solta emocionada, contando seus planos para o irmão. Samuel olha para ela e sorri, depois direciona sua magnífica visão para mim. ― E você, Amanda? Alguma coisa que queira fazer? ― sim, pular e montar em cima de você nesse mesmo sofá. ― Não, não tenho nada definido. Mais do que tudo, quero relaxar e desfrutar das praias de Los Angeles. Descansar ― digo, evitando olhá-lo de forma tão óbvia. ― Você é uma chata ― Kate solta, bufando com minha resposta, e eu apenas sorrio. Sempre que me recuso a participar de suas loucuras ou saídas excessivas, ela responde o mesmo. ― Cada um tem seus gostos e isso não é r**m, Kate ― seu irmão a repreende e ela revira os olhos. ― Que seja ― ela diz e tira o celular para se perder nas redes sociais, como sempre faz. ― E o que você está estudando, Amanda? Acho que a Kate me disse algo, mas já não me lembro, culpa minha ― ele me pergunta, realmente interessado, e eu apenas imagino coisas pouco saudáveis em minha mente. ― Paisagismo e Design de Interiores ― digo com um nó na garganta; meus olhos escapam para seu peito várias vezes e acho que em muitas ocasiões Samuel me pegou fazendo isso. Droga, concentre-se, Amanda! Não seja tão descarada. Mas como não ser, com seus quase 190cm, pele morena e bronzeada, sobrancelhas espessas, traços muito musculosos, olhos escuros e um corpo, uau, feito pelas mãos dos deuses. Passaria minha língua por esse abdômen, e melhor, se ele estivesse coberto de chocolate. ― Duas especializações? ― ele diz surpreso e eu assinto. ― Que legal, você poderia fazer um estágio na construtora assim que terminar de estudar ― ele diz com um sorriso radiante e um olhar indecifrável, e eu só quero gritar e tocar o céu pelo que acabou de dizer. ― Eu... eu, obrigada ― é o que consigo dizer, porque todos os pensamentos coerentes abandonaram meu cérebro. Não consigo pensar se ele me vê assim, como se... quisesse me devorar. É assim que esse homem me deixa, e não sei se é bom ou r**m. ― Ela é a melhor no que faz, Sam, ela seria ideal na empresa. Se a empresa já está indo bem agora, com Amanda iria muito melhor ― Kate solta, fazendo meu peito se encher de felicidade por suas palavras e me deixando envergonhada ao mesmo tempo. Isso sempre acontece quando as pessoas falam das minhas habilidades, já que nem eu mesma acredito muitas vezes. ― É bom saber disso, então, quando precisar fazer o estágio, não hesite em me procurar ― Samuel solta, olhando diretamente nos meus olhos com uma intensidade que me provoca um formigamento por todo o corpo. Engulo em seco e assinto às suas palavras. Mesmo que eu precise me mudar para Los Angeles para ficar perto desse gostosão, farei sem pensar. ― Merda, Amanda! Temos que ir, em uma hora Vanessa estará nos esperando para almoçar ― Kate solta, levantando-se de repente, eu olho para ela e concordo com suas palavras. ― Pensava em convidá-las para almoçar ― diz Samuel, e eu quero morrer aqui mesmo. ― Obrigado, irmãozinho, mas já tínhamos planos com Vanessa ― sua irmã diz, não se importando com nada, e eu balanço a cabeça diante de sua atitude tão... infantil e egoísta. ― Bem, então podemos nos encontrar para o jantar? ― Samuel solta, e antes que Kate diga algo, eu respondo. ― Acho ótimo, acho que não consigo ficar o dia todo fora; percorrendo lojas, então conte comigo ― digo com um sorriso tímido. ― Amanda! Tínhamos planos para a tarde ― minha amiga resmunga, e eu encolho os ombros. ― Kate, estou cansada da viagem e, embora não tenha vontade, vou acompanhá-la para almoçar com Vanessa, mas não conte comigo depois disso. Quero descansar ― digo o mais calma possível, para evitar uma guerra mundial. Ela bufa, mas concorda com minhas palavras, ela me conhece, sabe que geralmente a acompanho em tudo o que ela quer, mas hoje não, hoje eu prefiro sentar e jantar com seu irmão do que qualquer outra coisa. E se pudermos fazer algo mais... eu não me oponho. ― Bem, como quiser. Samuel cozinha espetacularmente, então você vai aproveitar o jantar ― ela diz e começa a olhar em volta, procurando sei lá quem. ― Muito bem, então. Alguma coisa que goste de comer? ― ele diz, lambendo o lábio inferior depois de dar uma olhada rápida pelo meu corpo, aquecendo minha alma e muito mais. Não sei o que está acontecendo com ele, mas essa sua descarada paquera está me deixando nas nuvens, ou talvez eu esteja vendo coisa onde não devo? ― O... o que for estará bom para mim ― solto, pigarreando para que ele não perceba o quão fraca ele me deixa. As minhas pernas tremem, o coração salta no peito e as mãos coçam para tocá-lo. ― Massa e vinho? ― diz com um pequeno sorriso e eu concordo, não consigo dizer nada. ― Sami, que alguém leve nossas coisas para nossos quartos ― diz Kate começando a subir as escadas para o segundo andar. ― Espero que passemos mais tempo juntos, anãzinha, agora que você está aqui ― ele diz e ela grita algo que não consigo entender. Ambos rimos levemente pela loucura que é Kate, ela não se parece em nada com o irmão que é muito mais sério e centrado. Isso é o que eu gosto e muito nele, se Samuel me visse mais do que como uma menina, eu estaria feliz com ele para sempre. ― Não é necessário ligar para alguém, eu posso levar as malas ― eu digo evitando o olhar dele; ele me deixa desconfortável e provoca coisas que não deveria. Relaxe, Amanda, não crie falsas ilusões. ― Não é necessário que você faça isso, eu posso fazer ― Samuel diz com um belo sorriso. Ficamos em silêncio, não um silêncio desconfortável, mas também não totalmente confortável, já que sinto uma tensão no ar e não sei como defini-la. ― Hmm, obrigada por me deixar ficar aqui durante as férias, ou parte delas, Sr. Stoll ― eu digo honestamente, porque, mesmo sendo a melhor amiga da irmã dele, ele não tem o dever ou a necessidade de me receber. ― Primeiro, você não tem nada do que agradecer e segundo, não me chame de "Sr.", me chame apenas de Samuel, não sou tão velho para ser tratado assim por "você" ― ele diz soltando uma leve risada e levantando uma sobrancelha na minha direção. Mordo os lábios inconscientemente e vejo seus olhos se dirigindo para aquele lugar. ― Bem... Samuel e não, você não é velho, está mais do que bom assim ― solto e, quando me dou conta do que disse, fico completamente ruborizada e baixo o olhar para evitá-lo. Merda! Eu e meus problemas... deveria pensar antes de falar. ― É assim que gosto, soa bem melhor ― ele me lança um olhar que faz todos os pelos do meu corpo se arrepiarem e uma corrente elétrica percorrer todo o meu corpo. ― Bem, então... levarei isso ― digo apontando para as malas, mas assim que vou pegar uma, um homem se aproxima e pega ambas, começando a subir com elas. Imagino que ele deva trabalhar aqui, porque se Samuel não diz nada, deve ser por alguma razão. Vejo o homem subindo e me aproximo das escadas. ― Hmm, bem... ― digo subindo os primeiros degraus até virar e vê-lo olhando para a minha b***a. Merda! ― ... Até logo ― solto com um palpitar no centro do meu corpo. ― Até ― ele diz e sorri, fazendo com que minha calcinha queira se jogar nele e o único neurônio que me resta babar por ele. Ele dá meia-volta e me deixa sozinha vendo suas costas deliciosas se afastando de mim. Droga, será um verão longo e delicioso.
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