Capítulo 2 - Escolhas & Decisões

2481 Palavras
Ana Paula e Leila estavam de acordo relação à Antônia. Ela era realmente uma amiga de verdade. Era amiga que todos desejavam. Divertida e inteligente, quem a via, não conseguia acreditar que estava ligada a mais alta élite de famílias da cidade. As três amigas combinaram uma sessão de cinema no sábado, e depois iriam jantar e dar um passeio pela marginal. Quando entraram no cinema, Ana Paula viu Marcello e não conseguiu evitar sentir-se nervosa. Antônia também o viu e o chamou, mas arrependeu-se quando viu a sua prima Cecília. Ana Paula não sabia da sua ligação. - Olá Naná. Ana Paula e Leila. Como estão? - Muito bem obrigada. A gente ia te convidar para jantar, mas estás acompanhado. - Olá Naná.... - Cecília falou. Não me apresentas as tuas amigas? - Não. Porque são minhas e nunca serão tuas. Vamos meninas. Ana Paula e Leila a seguiram sem entender nada. - Espera Naná. O que foi aquilo? Você e a Cecília têm alguma ligação? - Claro que não Ana. Eu só não gosto dela. Leila estava desconfiada mas manteve-se calada. Compraram as pipocas, bebidas e entraram na sala. Viram também Marcello entrar com Pedro e Cecília. - Você gosta dele Ana Paula? - Sim eu gosto. Mas, ele não me nota e já tem namorada. - Eles não são namorados. Mas o Marcello não consegue dizer isso directamente para ela. E por isso a garota não o deixa em paz. Fizeram silêncio e o filme começou. Ana Paula sentia - se triste. Achou que podia ter alguma esperança com Marcelo, mas ele passava tempo demais com Cecília. Quando saíram, ela pediu que a esperassem e foi ao banheiro. Cecília também estava lá. - Oi. És amiga da Naná? Sim. Sou a Ana Paula. - Bem Ana Paula! Tenha cuidado com a Naná. Ela não é quem diz ser. - Como assim!? - Só digo que ela é muito boa a enganar as pessoas que gostam dela. Tenha cuidado querida. Tchauzinho. Ana Paula voltou e Naná notou a diferença. - Ana o que tens? - Emcontrei a Cecília no banheiro. Ela falou m*l de ti. Disse que és falsa e mentirosa. - c****a. Como ela se atreve? - Calma amiga. Não lhe ligues. Eu adoro você. E aquela garota é uma recalcada. - Obrigada. Me desculpem. Ela realmente me tira do sério. - Não te preocupes... - Leila falou. Nada pode abalar a nossa amizade. Nem mesmo a rainha do recalque. As amigas foram jantar, e Leila decidiu investigar se havia uma ligação entre Antônia e Cecília. Aquilo era muito mais forte que uma simples animosidade. Chegaram em casa, e ela tocou no assunto. - Ana! Você acha que a Cecília falou aquilo da Antônia só por inveja? - Não sei. Ela parecia saber o que dizia. Mas, eu não a conheço e por isso não acreditei. - Entendo-te. Ela é nossa amiga e devemos confiar nela. Mas, eu acho que há uma ligação entre elas. E não acho coincidência que ambas tenham os olhos no mesmo tom de azul. E a Antônia disse que era loira natural, mas pintou o cabelo por uma questão particular. - O que queres dizer? - Não sei. Mas, eu vou descobrir a ligação que há entre elas. - Não Leila. A Antônia confa em nós. E se ela quiser contar, fará isso quando estiver pronta. Não confias nela? - Confio muito. E estás certa. Este assunto é dela. Vamos dormir? Amanhã será um novo dia. - Tens razão. Boa noite amiga. - Boa noite. Por outro lado, Marcelo estava furioso com Cecília ela insistia em espalhar para todos que era a sua quase noiva, e que em breve falariam publicamente sobre o casamento. E até já tinha falado sobre isso numa revista. Como pudeste Cecília? Não tinhas esse direito. Eu não vou me casar com você. Não estou assim tão louco. - O quê!? Seria loucura casares comigo? - Claro que sim. Você é uma garota mimada e caprichosa. Imatura e ages que nem uma adescente sonhadora demais. Sem falar que és fútil e malvada. - Malvada!? - Sim. Achas que eu casaria com você vendo a forma como tratas a Naná? Dizes que tens vergonha dela e eu tenho vergonha de ti. Você precisa de ajuda. Muita ajuda. - Não acredito nisso Marcello. Porque me rejeitas tanto? - Porque para mim és apenas uma criança Cecília. Cresce. Comece a agir de acordo com a tua idade, e encontra um homem que seja i****a o suficiente para te aturar. Boa noite. Marcelo foi embora e a deixou chorando no chão da sala. Carla a mãe dela apareceu. - Filha! O que houve? Outra briga com o Marcello? - Não Mamãe. Ele me odeia. Falou tudo o que pensa de mim, e disse com todas as letras que sou uma criança mimada e que preciso de um psiquiatra. - O quê!? - Isso mesmo Mamãe. Agora eu desisto. Eu o odeio. Perdi o meu tempo com ele. Mas, ele vai me pagar por isso. Vai mesmo. Cecília foi para o seu quarto. Tinha o orgulho ferido. Marcello lhe disse o que todos pensavam dela. Olhando para o espelho, ela entendeu que a vida era feita de escolhas e decisões. Tinha feito a escolha errada. Mas, será que uma boa decisão a podia ajudar agora? UMA SEMANA DEPOIS Ana Paula estava no seu terraço, quando notou a chegada de alguém e viu Marcelo. - Marcello! O que fazes aqui? - Oi Ana. Podemos falar? - Eu não sei Marcello. A tua noiva não vai gostar. - Eu não estou noivo de ninguém. A Cecília não faz mais parte da minha vida. E eu nunca a amei. - A sério!? Então porque estavam sempre juntos? - Ela e eu crescemos no mesmo meio. Só a via como uma irmã. Jamais me casaria com ela. Não estou louco. Ana Paula riu e sentou-se. - Senta. Qual é então a razão da tua visita? - Bem! Eu vim fazer algo que já devia ter feito antes, mas não tive coragem. - Certo. E do que se trata? - Eu vim te convidar para sair comigo. Tenho tanto para te falar. Só não sei como fazer. - Estás a me convidar para um encontro? - Sim. Isto é, se você ainda gostar um pouco de mim. - Eu aceito. Admito que estou surpresa mas, eu adoro surpresas. - Perfeito. Amanhã às 19 horas eu venho pegar você. Combinado? - Combinado. Nos vemos amanhã. Marcello saiu e cruzou-se com Leila. Ela viu o sorriso de Ana Paula e também o brilho nos seus olhos. - O que houve Ana? - Ele me convidou para sair. Um encontro Leila. Terei o meu primeiro encontro. - Isto é óptimo. Vais dizer aele4o qie sentes? - Do que falas? - Ana por favor. Você se apaixonou por ele desde o vosso primeiro encontro. Estou errada? - Não. Eu o amo. Mas, ter visto ele todos os dias com aquela garota me fez desistir. - O quê!? Ainda pensas em fazer isso? - Não. Claro que não. Eu vou lutar por ele. - Conta comigo amiga. Mas, tem cuidado. Aposto que aquela garota não vai desistir tão rápido. - Eu também acho. Mas, está na hora de mostrar a ela quem é Ana Paula Castillo. Vem comigo. Preciso que me ajudes a escolher a roupa perfeita. Antônia também foi chamada e adorou a novidade. - Meninas! Eu quero contar uma coisa. Só não contei antes, por ser um assunto doloroso para mim. Sentem-se por favor. - Estamos aqui para te ouvir e não te julgaremos... - Leila disse. - Obrigada Leila. A verdade é que....A Cecília é minha prima. Praticamente uma irmã, pois foi a mãe dela que me criou após a morte da minha. E elas eram gêmeas idênticas. A minha mãe biológica estava muito doente, mas escondeu de todos. A opção para ela sobreviver era um aborto, e não voltar a ter filhos. Ela decidiu ficar comigo. O médico contou-me que ela me chamou Antônia. E o fez prometer que este seria o meu nome, com o diminutivo Naná. Só aos 10 anos eu soube que este era também o nome dela. Como somos filhas de gêmeas, eu e a Cecília também eramos iguais. Excepto no caráter. E por não suportar ser comparada com ela, pintei o cabelo. - E estás muito mais bonita....- Ana Paula falou. - Obrigada amiga. A minha mãe(tia) me ama e sei disso, mas ela nunca percebeu o verdadeiro caráter da Cecília, e atende até hoje os caprichos dela. Eu fui morar sozinha assim que saí para a Universidade, mas ela permanece com os nossos pais. - Nossa! Eu sinto muito amiga. E o teu pai biológico? - É um homem maravilhoso. Vive em Espanha. Quando me formar, vou ficar com ele. Quero muito estar com os meus irmãos, e a minha madrasta é maravilhosa. - Isso é muito bom amiga. E saiba que mesmo longe, nada vai abalar a nossa amizade. - É claro que não. Agora vou escolher o que vais usar amanhã. Antônia entrou no closet de Ana Paula, e voltou de lá com um figurino. - Então meninas. O que acham da minha escolha?  - Tenho que admitir que tens um execelente gosto amiga. - Obrigada Leila. Mas, eu vou deixar a maquiagem com você. Dá para notar que és boa nisso. - Modéstia a parte sou mesmo. Eu deixarei você linda Ana. E sem tirar nada da tua beleza natural. Os teus olhos são lindos e devem aparecer de verdade. - Obrigada as duas. São as melhores amigas do mundo. Naná! Porque não dormes aqui? Amanhã é sábado e podemos nos divertir o dia todo. O que acham? - Excelente ideia. Sei exactamente o que podemos fazer para nos ocuparmos. - E o que será?... - Leila quis saber. - Surpresa. Tudo por minha conta. Não aceito ouvir não. - Está bem. Nós aceitamos.... - Elas disseram ao mesmo tempo. - Meninas! Quero aproveitar o nosso momento feliz para partilhar duas novidades. - Fala logo Ana Paula. - Daqui a duas semanas será o meu aniversário. E terei a felicidade de passar este dia tão feliz com a minha família. Os meus pais já confirmaram que estarão aqui com os meus irmãos: Enzo, Daniela e Bruna. - Que maravilha amiga. Você merece uma festa enorme. E conheço o lugar perfeito. - Antônia por favor. Chega de surpresas. - Tudo bem. Eu me refiro ao salão das jóias. Basta entrar nele para entender porque tem este nome. O lugar é lindo. Aliás, é incrível. E durante a noite fica ainda mais espectacular. - Agora fiquei curiosa para conhecer... - Leila falou. - Se vocês quiserem podemos ir lá no domingo. - E estará aberto? - Claro que sim. A verdade é que o Salão é meu. Foi uma das coisas que a minha mãe deixou para mim em testamento. Parece que ela sabia que não iria sobreviver. Foi uma surpresa para todos a existência do testamento. E só foi aberto quando fiz 18 anos. - Oh amiga. Por favor não fiques triste. Pensa que a tua mãe foi feliz lá. E mais, ela sabia que fez bem em deixar para ti. - Tens razão. Todos os meus aniversários foram lá. E só lembro-me dos bons momentos. Naquela altura, a Cecília era diferente e eu gostava muito dela. - E o que aconteceu? - Bem! A gente cresceu, e ela revelou que o salão devia ser dela e não meu. Disse mais coisas, mas não quero nem lembrar. - Está tudo bem. Eu aceito fazer lá a minha festa de aniversário. Obrigada. - Eu conheço uma óptima cerimonialista.....- Leila falou. Amanhã vou ligar e falar com ela. Vamos trabalhar juntas e terás a melhor festa de sempre. - Claro que sim. Farei a lista de convidados e vou na segunda-feira encomendar os convites. Elas conversaram por mais uma hora. Cecília não foi convidada, e Antônia sabia que a sua prima poderia causar problemas. - Amiga! A sério que não te importas por não a convidar? É que não gosto dela. - Eu sei. A festa é tua e convidas quem você desejar. A Cecília pode aguentar a dor dela de cotovelo. Não me importo. Ana Paula tinha muitas coisas para pensar e decidir. Primeiro teria o seu encontro com Marcello, e depois poderia organizar a sua festa de aniversário. Por outro lado, Marcelo também decidiu desabafar, mas foi com o seu padrinho João Paulo. Ele era viúvo e tinha una rede se negócios. Apesar de amar o seu trabalho, João Paulo também gostava de trabalhar a partir de casa.. - Quem é ela?... - Ele perguntou entregando café para Marcello. - Chama - se Ana Paula Castillo. Ela é maravilhosa padrinho. Linda por dentro e por fora também. Inteligente e muito dedicada ao que faz. - Nossa! Ela realmente te pegou. - Sim. Hoje vamos sair. A convidei para um encontro. E estou decidido a dizer a ela tudo o que sinto. - E a Cecília? - Ela é só uma menina mimada e caprichosa. Lamento não ter me livrado dela mais cedo. Não a amo padrinho. E jamais me casaria com ela sem estar apaixonado. - Eu concordo. E quero muito conhecer a Ana Paula. Se ela te encantou tanto, com certeza é uma mulher de muita fibra. - Obrigado Padrinho. Sabes! Eu também desejo ver o Senhor casado e feliz novamente. A minha madrinha desejaria o mesmo. - Eu sei. Mas, eu preciso de achar alguém e sentir novamente o clic. E será sem a interferência da minha mãe. - Ela ainda tenta fazer isso? - Ela já faz. E claro que eu nunca apareço nos encontros que ela marca em meu nome. - Melhor assim. O Senhor deve fazer isso sem interferência. Mas, podes contar sempre com o meu apoio. - Obrigado. Em relação à Ana Paula, também tens o meu apoio incondicional. - Agradeço. És o melhor padrinho que eu poderia desejar. E quando vais ver os meus pais? Eles sentem a tua falta. - Eu também sinto a deles. O teu pai é o meu melhor amigo. Isso nunca vai mudar para mim. - Eu sei que não. Mas ligue para ele e o lembre disso também. Preciso ir agora. Vamos falando? - Claro que sim. Vou esperar óptimas notícias. E por favor tenha cuidado com a Cecília. Ela não é tão boa e calma como parece. - Ficarei atento. Marcello ainda não tinha contado aos seus pais e irmãos sobre a última conversa que teve com Cecília. Esperava pelo momento certo. No momento só conseguia pensar na sua noite com Ana Paula. Será que ela iria corresponder os seus sentimentos, e lhe dar uma resposta positiva? Só lhe restava esperar e desejar que tudo desse certo.
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