Capítulo 11 - Perdoa - me

1760 Palavras
Adriano levantou-se cedo e após o pequeno almoço foi para a empresa ter com o seu pai. Estava na hora da transferência de acções, e o comando da mesma passaria para as mãos dos Barretos. O pai de Luciana estaria na frente da empresa, pois ela voltaria para a França onde seria também o seu casamento. Ao chegar Adriano foi ao andar da presidência onde era esperado na sala de reuniões por seu pai. - Bom dia Papai. - Bom dia filho. Você trouxe os documentos? - Sim. Está tudo feito. O Senhor só tem que ler e assinar. - Certo. - Papai! Eu preciso de falar com o senhor e... - Licença! Senhor Collins... O Senhor Barreto e a Senhora Luciana já chegaram. - Obrigado Ana.Mande - os entrar por favor. Filho! Falamos mais tarde pode ser? - Claro Papai. Eu posso esperar. Após a reunião onde a empresa foi maioritariamente passada para as mãos de Miguel Collins, Adriano decidiu ter uma conversa honesta com o seu pai. - Papai! Nós podemos falar agora? - Claro filho. Vamos à minha nova sala. - Como assim? - O Miguel vai me manter aqui por mais 6 meses. Temos um acordo. Mas não faço parte da directoria. - Entendo. Vamos lá. Eu vou almoçar com a Pamela. Foram até à sala onde Gustavo ficaria por mais 6 meses e Adriano se surpreendeu.  - Que sala elegante. - Concordo filho. Mas não será minha por muito tempo. Sobre o que queres falar? - Bem Papai! Eu quero pedir o teu perdão. Não me conformo com o facto de termos perdido tudo por causa do que fiz à Luciana. - Filho! É verdade que estas são as consequências do teu erro. Mas agora é tarde. O coração da Luciana está magoado demais. - Eu sei Papai. Isso fica bem claro na forma como ela olha para mim e como fala também. - E o que tens em mente? - Primeiro vou recuperar a confiança da Pamela. - Da Pamela? Tens a certeza filho? - Tenho sim papai. Eu quero formar uma família com ela papai. Me redimir e quem sabe ter um pouco do amor do meu filho. - Muito bem. Esta é a decisão certa. E quanto à Luciana? - Ela jamais me aceitaria de volta Papai. E não a culpo. Mas, eu preciso que o senhor me ajude a falar com a mamãe. Ela nem sequer responde as minhas mensagens. - Filho. A tua mãe está muito decepcionada com você. Ela sente-se culpada pela forma como agiste com a Luciana. Sabes que ela era a melhor amiga da Christina. E agora foi rejeitada. - Eu me sinto muito m*l por isso. Eu preciso falar com ela. E até posso ajudar. - Ajudar? - Sim. Eu ajudarei a mamãe a recuperar a amizade e confiança da Christina. - Está bem. Eu vou falar com ela e marcaremos um jantar. Espere a minha ligação. - Está bem. Obrigado Pai. Eu senti muita falta dos seus conselhos. - Eu só desejo que você seja feliz assim como na tua irmã. Por favor! Não magoes a Pamela. - Não o farei papai. Eu a amo. E foi preciso perdé - la para ter a certeza disso. Adriano foi até ao restaurante e pediu que fosse preparada uma surpresa para Pamela. Ela chegou 10 minutos depois dele, mas sempre com muita pontualidade. - Pamela! Você está linda.  - Olá Adriano. Obrigada. Estou atrasada? - Claro que não. O atraso não faz parte de quem és. - Obrigada....- Pamela sorriu e sentou. Podemos pedir? - Claro. Vamos fazer isso. Os pedidos foram feitos e enquanto esperavam Adriano decidiu adiantar o assunto. - Pamela! Eu quero pedir que você me perdoe por ter te magoado. - Está tudo bem Adriano Eu entendo a razão do nosso término. - Eu me precipitei. Pamela! Eu te amo. Eu me arrependo por ter deixado você por embora. - Adriano eu.... - O Garçon chegou e Pamela parou de falar. Quando ele retirou-se, ela seguiu. - Adriano! Você terminou comigo dizendo que não queria me magoar. O que te faz dizer que me amas? - O vazio que senti quando você foi embora chorando. Eu não durmo desde àquele dia. m*l consigo comer. - O quê? - Isso mesmo. Sinto a tua falta e quero você de volta. Por favor Pamela. Me Perdoa. Me perdoa e me deixa fazer você uma mulher feliz. Mas, eu vou entender se você disser que não me ama mais. - Isso seria difícil de dizer. Adriano! Eu amei você a minha vida toda. Até mesmo quando fui humilhada pela Luciana, eu não deixei de te amar. - Então você pode me perdoar em nome deste amor? Podes me dar mais uma oportunidade? Pamela olhou para ele e sorriu. Foi então que algo na mesa chamou a sua atenção... Estavam duas alianças sobre um pires. Foram colocadas de forma tão discreta que ela nem notou. - O que é isso? - É apenas o começo meu amor. Pamela Victória de Azevedo Lopes. Você aceita casar comigo de novo? E desta vez será com tudo a que tens direito. O restaurante inteiro estava olhando para eles pois Adriano estava de joelhos diante de Pamela que já sentia os olhos húmidos. - Você me perdoa meu amor? Aceitas ser a minha companheira de vida e formar uma família ao meu lado? - Sim, sim, sim eu aceito. E também já te perdoei meu amor. Só não me magoes por favor. - Jamais farei isso novamente. Eu prometo. Trocaram um beijo casto e foram aplaudidos por todos. Seguiram almoçando e fazendo planos para o casamento. - E a Valéria? Como vamos contar à ela? - O meu pai vai organizar um jantar. Eu preciso de me reconciliar com a minha mãe amor. E em seguida nos casamos. - Está bem. Posso esperar. E acredito que tudo vai dar certo. - Eu espero que sim. - E quanto à Luciana? - Este é outro problema. Eu terei que a enfrentar sobre a guarda do nosso filho. Ela deixou bem claro que este é o único assunto sobre o qual vai falar comigo. - Eu estarei com você querido. Sabes que não vai ser fácil. - Sim eu sei. Mas com você ao meu lado vou me sentir forte para enfrentar qualquer coisa. Por outro lado Luciana também já estava decidida sobre o seu casamento com Maurício. Seria em duas semanas e ao contrário do que pensavam, ela mudou de ideia e casaria mesmo em Espanha. A mansão Collins que agora pertencia aos Barreto seria o local para a realização do mesmo.  - Duas semanas? Tens a certeza filha?.... - Christina Barreto levantou e sorriu de alegria. - Tenho sim mamãe. O processo para o Maurício adoptar o Pedro Henrique está pronto. O nosso casamento vai tornar tudo oficial. Eu e o meu menino seremos Montoya em breve. - Isto é óptimo querida. Mas o Adriano será um problema. - Isso nós veremos mamãe. Eu sei que ele vai tentar impedir e por ser advogado até pode tentar. Mas eu o vou derrubar de uma maneira que ele jamais poderia desconfiar. - Filha por favor. Pense no meu neto. - Não faço outra coisa mamãe. Tudo o que farei será para evitar que o meu filho se magoe. Farei uma proposta irrecusável para aquele i****a. Ele não vai ser burro para negar. - Licença Senhora Luciana. A senhora Clara Sobral já chegou. - Obrigada Vera. Mamãe vou falar com a cerimonialista. A senhora vem comigo? - Claro que sim. Eu tenho óptimas ideias. As duas saíram para organizar a festa. Maurício e Júnior também estavam juntos e foram escolher a roupa fo casamento. O menino estava muito empolgado e desejava muito ser o irmão mais velho. - Papai. Eu quero ter muitos irmãos e irmãs. - Sério filho?Tens um número em mente? - Sim. Quatro. Cuidarei muito bem de todos. Prometo. - Eu sei que sim filho. Mas, eu quero falar contigo sobre um assunto agora. Vamos almoçar? - Está bem. Após fazerem os pedidos, Maurício olhou para Júnior e perguntou: O que você achou do Adriano filho? - Eu não gosto dele Papai. Mas fiquei feliz por ter mais uma Vovó, um Vovô e uma Tia. - Isso é bom. Mas, você precisa de ter uma relação com o Adriano. Já pensaste nisso? - Eu não quero. O meu pai é você. Só você. Ele não. Eu não o conheço. - Filho por favor me escute está bem? A Garçonete trouxe a comida e retirou-se discretamente. - Meu menino. Você é meu entendeu? És meu filho. E para isso não precisamos de partilhar o mesmo DNA. Mas, mesmo que venhas a ter o meu sobrenome, o Adriano Collins não vai desistir de ter uma relação com você. Entendes? - Sim. A mamãe falou sobre irmos ao tribunal. - É verdade. E essa experiência pode ser horrível para você. Eu não quero isso. - O Senhor não vai ficar magoado se eu conversar com o Adriano ou sair com ele? - Claro que não. Isso não vai diminuir o meu amor por você. Pelo contrário, vai aumentar. - Tenho que chamar ele de Papai? - Essa decisão é só tua. Ninguém te vai ou pode obrigar a fazer isso. - De verdade? - Sim filho. De verdade. - O que devo fazer Papai? - Apenas aceitar conversar com ele. Conhecer ele. Só isso. Não tens que o amar agora. Só conversar para se conhecerem melhor. Você aceita fazer isso? - Está bem. Mas não vou sozinho. - Claro que não. A Mamãe e eu estaremos presentes. E também o nosso advogado. - Então eu aceito papai. Vou conversar com o Adriano para o conhecer melhor. Mas não o chamarei de papai. Isso não vou fazer. Pelo manos não agora. Apesar da pouca idade Pedro Henrique já demonstrava ser um menino bastante determinado e decidido. Herdou o carácter doce da sua mãe, mas também a mesma determinação. No fundo ele era tão orgulhoso como Adriano. Mas ninguém podia lhe dizer isso. Decidiu ter uma conversa com Adriano, mas deixou claro que ainda não o chamaria de pai, pois este lugar no seu coração já era ocupado por Maurício, e ninguém poderia mudar isso. Sem ter dito nada, Pedro Henrique tinha condições para Adriano, mas só as diria no seu momento. Será que Adriano estará preparado para esta surpresa na sua vida? Que condições o pequeno Pedro vai apresentar para ele?
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