Entre o Medo e a Possibilidade O carro parou em frente à farmácia com um suspiro baixo do motor, como se até ele tivesse entendido que aquele momento pedia silêncio. Morgana não desceu de imediato. Ficou com as mãos apoiadas nas pernas, olhando para frente. Respirando. Pensando. — A gente vai mesmo fazer isso agora? — perguntou, sem olhar para Thiago. Ele virou o rosto para ela. — Quer esperar? Ela pensou. Por um segundo. Dois. E então balançou a cabeça. — Não. Respirou fundo. — Eu prefiro saber. Ele assentiu. — Então vamos. A farmácia estava calma. Pouca gente. Luzes brancas. Silêncio quase clínico. Mas, para Morgana… Parecia alto demais. Cada passo parecia ecoar. Cada pensamento parecia gritar. Thiago ficou ao lado dela o tempo todo. Sem pressionar. Sem falar

