O sol da manhã já iluminava todo o rancho, entrando pelas janelas abertas e espalhando luz dourada por todos os cantos. A festa do dia anterior já tinha terminado há muito tempo, e o silêncio tranquilo daquela manhã vinha contrastar com toda a alegria, música e vozes que enchiam o ar apenas algumas horas antes. Mas embora as pessoas tivessem ido embora, o rastro da felicidade ainda estava lá, espalhado por todo lado como pequenas lembranças doces do que tinham vivido. Balões azuis, da cor que agora era a cor do seu menino, ainda estavam presos nos cantos da varanda, balançando devagar com a brisa suave. Laços de fita ficaram esquecidos nas cadeiras de madeira, copos pela metade que guardavam o doce sabor da comemoração, e parecia que as risadas ainda ecoavam baixinho na memória das parede

