Pausa que Cura A noite chegou com um ritmo diferente. Nada de pressa, nada de compromissos empilhados, nada de obrigação de “seguir como se nada tivesse acontecido”. Na casa dos pais de Morgana, o tempo parecia caminhar mais devagar… como se soubesse que aquele era um momento de cuidado. Thiago estava sentado na beirada da cama, observando Morgana que ajeitava os travesseiros com um cansaço silencioso, mas já mais leve do que horas antes. Ele quebrou o silêncio: — Quer dormir aqui hoje? Morgana nem pensou muito. Virou o rosto para ele, com um olhar cansado… mas sincero. — Quero. Ele assentiu. — Então a gente fica. Ela soltou um pequeno suspiro. — Obrigada… — Não precisa agradecer. Ela se aproximou dele. — Preciso sim. Ele sorriu de leve. — Então eu aceito. O quarto tinha

