O resto da semana foi monótono. Trabalhar e passar o final de semana assistindo séries e lendo um livro. Só na semana seguinte é que Jordy se aproximou de mim com um sorriso travesso. A clientela foi atendida e não havia tantas vezes que podíamos nos dar ao luxo de conversar. — Neste sábado vai ter festa na casa de um amigo, você quer vir comigo? — Que tipo de festa? Perguntei desconfiada. — Música alta, álcool, narguilé... Ele encolheu os ombros, como se não fosse grande coisa, embora os seus olhos estivessem brilhando. — O tipo de festa que qualquer jovem com mais de dezoito anos pode ir. Eu não precisava de mais nada para imaginar com que tipo de pessoas o meu colega de trabalho costumava sair. A festa parecia que seria divertida, mas eu não tinha certeza se queria ir. Não parecia a

